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Com espumante melhor que o champanhe, Itália supera a França como maior produtor de vinhos

Com espumante melhor que o champanhe, Itália supera a França como maior produtor de vinhos
 
A família Voerzio e sua produção no Piemonte, norte da Itália. Divulgação

Os italianos estão rindo à toa, em um mundo tradicionalmente dominado pelos franceses. 2015 está sendo um anos de boas notícias para a Itália na produção de vinho. Primeiro, foi o Cantine Ferrari, que superou o champanhe francês e venceu o concurso de melhor espumante do mundo. Agora, um mês depois, chega o anúncio de que a Itália ultrapassou a França e se tornou o maior produtor de vinho do planeta.

Os italianos devem chegar ao final do ano com 48,8 milhões de hectolitros da bebida, contra 46,4 milhões da França e 36,6 milhões da Espanha, o terceiro lugar. A justificativa para a liderança italiana é a meteorologia, que foi inclemente com os franceses, oferecendo tempo seco e ensolarado demais para os vinhedos.

Também é verdade que Itália e França vêm alternando a primeira posição na produção de vinho ano após ano, mas a euforia italiana é justificada e coroa um vinho de qualidade tão boa quanto a dos franceses, segundo especialistas, porém nem tão reconhecido. “A Itália está no mesmo nível, mas a França consegue fazer um marketing melhor de seu produto. Há muita disputa entre os produtores italianos”, explica Marina Giuberti, brasileira que possui o título Brevet Professionnel de l’Etat de Sommelerie (BEP) – uma das credenciais mais difíceis de se obter na França.

Em sua loja no 11º distrito de Paris, Marina diz que há cada vez mais busca de franceses por vinhos italianos. Os clientes estão se interessando pelos vinhos além do Piemonte e da Toscana – tradicionalmente as regiões dos melhores rótulos italianos. “A Sicília e o Vêneto, por exemplo, são regiões que estão sendo descobertas. A grande diferença da Itália é que há muitas uvas autóctones, de lugarzinhos, e que foram conservadas”, explica.

Barolo Boys

Boa parte da nova produção de vinhos italiana se deve a um fenômeno de produtores do norte do país, principalmente jovens que herdaram vinhedos de seus pais e deram nova vida a eles nos últimos 30 anos. A história dessa geração foi relatada no documentário de 2014 Barolo Boys, The Story of a Revolution, com direção de Paolo Casalis e Tiziano Gaia (assista ao trailer abaixo). “Os filhos dos produtores de vinho barolo foram até a Borgonha, na França, ver como eles faziam, e assim mudaram a forma de vinificar, usando barricas da Borgonha, de 228 litros, que fazem o vinho ficar pronto mais rapidamente”, conta Giuberti.

O italiano Davide Voerzio é filho de um dos barolo boys. Ele gerencia a Azienda Agricola, produção de vinho de seu pai, Roberto Voerzio, que começou com apenas dois hectares em 1986, no Piemonte. Hoje eles produzem 60 mil garrafas por ano e exportam principalmente para a Inglaterra. “É claro que a França ainda tem uma imagem melhor, porque eles têm grandes nomes e uma grande história. Mas nos ultimos 30 anos, a nova geração italiana começou a ser mais cuidadosa com a imagem do vinho e também com o marketing”, conta Voerzio.

Para o vinicultor do Piemonte, o título de maior produtor de vinho do mundo é o menos importante. “Não acho que a França deva ficar com medo”, diz, bem humorado. “O aumento da produção me deixa feliz porque significa que mais gente está bebendo vinho italiano, mas, para mim, o mais importante é que poucos rótulos italianos consigam competir com os grande vinhos do mundo.”

Vinhedo da família Voerzio, em La Morra, norte da Itália Divulgação

Trailer do documentário "Barolo Boys" (2014)


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