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Saída de Biden fortalece Hillary na disputa democrata à presidência dos EUA

Saída de Biden fortalece Hillary na disputa democrata à presidência dos EUA
 
O vice-presidente americano, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (21) que não será candidato nas primárias que definirão quem vai disputar a presidência dos EUA pelo Partido Democrata em 2016. REUTERS/Carlos Barria

Chegou ao fim o principal mistério da corrida presidencial norte-americana. Ao lado do presidente Barack Obama e de sua mulher, Jill, o vice-presidente Joe Biden anunciou, na tarde de quarta-feira (21), no Rose Garden da Casa Branca, que não vai entrar nas primárias presidenciais do Partido Democrata.

A decisão favorece a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, que estava apreensiva com a provável divisão dos votos moderados e mais afinados com a administração Obama no caso de Biden decidir entrar na disputa.

A sensação no quartel-general da campanha de Hillary em Nova York é de alívio. Hillary soltou uma declaração oficial bem simpática, saudando o vice-presidente e afirmando ter certeza de que “a História não acabou para Joe Biden”, mas o próprio texto lido pelo vice-presidente na Casa Branca já deu o tom do que a mulher de Bill Clinton se livrou.

Primeiro, ele disse que não via os republicanos como inimigos, e sim como adversários. Foi um recado direto para Hillary que, no primeiro debate democrata, chamou a oposição de "meus inimigos".

Ele também bateu duro na ideia de uma política externa mais intervencionista, especialmente no Oriente Médio, defendida por Hillary. Mais: disse que o candidato democrata tem a obrigação não apenas de defender, mas de disputar a presidência tendo como base o legado de Obama.

Distanciamento de Obama

De olho nas pesquisas, Hillary Clinton tem se distanciado de algumas das marcas do governo Obama. Ela criticou publicamente a política de Washington em relação à crise síria, à política ambiental de Obama, que ela afirma ser tímida, e até mesmo os tratados internacionais de comércio, como o Transpacífico, se posicionando ao lado dos sindicatos.

No primeiro debate democrata ficou clara a ausência, entre os cinco candidatos, de um defensor das principais bandeiras da Era Obama. Em relação ao Irã, por exemplo, todos, inclusive Hillary, peça fundamental nas negociações com Teerã, ignoraram solenemente o acordo nuclear firmado este ano, tão celebrado por Obama, mas visto com desconfiança pela maioria dos eleitores americanos.

Importância do debate

O debate para a decisão de Biden de não disputar a presidência. Foi a peça que faltava para o vice-presidente tomar sua decisão. E aqui os méritos são todos de Hillary, que teve um desempenho melhor do que o esperado e recuperou pontos perdidos para o senador Bernie Sanders nas pesquisas de opinião.

Com as primárias em Iowa começando em pouco mais de três meses, Biden percebeu que não havia tempo hábil para organizar uma reação ao que parece ser o furacão Hillary Clinton. Até o debate, a grande questão para o vice-presidente era saber se a família, baqueada pela morte do filho e herdeiro político Beau Biden, vitimado por um câncer no cérebro, em maio, estaria pronta para entrar na roda-viva de uma campanha presidencial.

Divisões na oposição

Apesar das críticas todas a Hillary, a decisão também foi vista como um gesto da Casa Branca sinalizando a necessidade de os democratas se unirem em torno de um candidato forte, neste momento Hillary Clinton. Ontem, no fim do dia, os republicanos também começaram a perceber que as divisões na oposição podem custar a presidência.

Finalmente a extrema-direita republicana concordou com um nome de consenso, e o candidato derrotado a vice-presidência em 2012, Paul Ryan, deverá substituir John Boehner, que renunciou ao posto justamente por conta das divergências internas no partido.

Se confirmado no posto, como já é esperado, Ryan será uma figura importante na tentativa de se evitar uma disputa muito longa nas primárias republicanas. Em 2012, a disputa entre as várias facções da oposição foi tão ferrenha que acabou deixando o caminho mais limpo para o candidato governista, posto que em 2016 está cada vez mais próximo de Hillary Clinton, agora oficialmente livre do que comentaristas batizaram de “guerra civil” contra o carismático Joe Biden.


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