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Crise pode significar oportunidades para investidores estrangeiros no Brasil

Crise pode significar oportunidades para investidores estrangeiros no Brasil
 
Mercado brasileiro, de € 200 milhões de consumidores, não pode ser negligenciado, afirmam especialistas. Marcelo Camargo/ABr

O Brasil não é só notícias negativas, marasmo econômico e instabilidade política. Para investidores estrangeiros, o momento turbulento por que passa o país também pode representar uma boa oportunidade de negócios. A diferença em relação aos anos de crescimento galopante é que agora é preciso mais cuidado na escolha do setor a investir – mas, com planejamento e um pouco de paciência, ainda é possível fazer muito lucro no país.

O assunto foi tema de uma conferência em Paris nesta terça-feira (20). O objetivo era mostrar o que fazer, e o que não fazer, para desenvolver um projeto no Brasil.

O advogado Charles Henry Chenut, vice-presidente do Comitê Nacional dos Conselheiros de Comércio Exterior da França, reconhece que o ambiente de negócios era mais favorável há três anos, mas ressalta que, em meio à crise, o capital estrangeiro é muito bem-vindo.

“Hoje em dia, não existe mais um mercado em geral que pode ser bom para o investidor estrangeiro. O que existe são setores específicos a serem explorados. A dificuldade é perceber qual é o melhor canal para achar um mercado pequeno que poderia dar lucro”, observa Chenut. Ele cita as áreas farmacêutica, de novas tecnologias e internet. “São setores nos quais os franceses têm uma mais valia e que não têm custos de exportação.”

Investimentos franceses no Brasil aumentaram

O advogado destaca que em 2014, as fusões e aquisições de companhias brasileiras por franceses aumentaram 50%, e o cenário tende a ser ainda melhor em 2015. Com o câmbio favorável para os europeus, graças à desvalorização do real, Chenut considera que este é um bom momento para investir, desde que não haja pressa por resultados. A expectativa de retorno é de médio prazo, estimado em 32 meses.

“Mesmo com essa crise política e econômica, não houve diminuição dos investimentos diretos franceses no Brasil. Isso é curioso. Os franceses continuam investindo no Brasil, mas de uma maneira mais oportuna e precisa, e que dá retorno”, diz. “Além disso, há uma visão otimista de que o Brasil vai sair desse buraco. É um país que tem bases consolidadas. A luz do Brasil não se apaga assim tão fácil.”

Dificuldades de implantação

Florence Pinot de Villechenon, diretora do Centro de Estudos e Pesquisas América Latina – Europa, da prestigiosa Escola Superior de Comércio de Paris (ESCP), fez uma ampla pesquisa sobre os dois mais poderosos mercados latino-americanos, o brasileiro e o mexicano. Ela afirma que o início do negócio costuma ser difícil no Brasil: impostos demais, lentidão no processo de negociação e diferenças culturais maiores do que o previsto são algumas das barreiras. Mas uma vez que a fase inicial se concretiza, os investidores não abandonam mais o país.

“O Brasil ainda representa um mercado importante, mesmo se o poder aquisitivo dos brasileiros se reduziu com a crise. Nenhum empresário, nenhum empreendedor pode ignorar um mercado de 200 milhões de habitantes, com uma classe média em desenvolvimento”, frisa. “A crise modera esse crescimento, mas para uma empresa europeia, que opera num mercado maduro, com um crescimento ainda átono, os 200 milhões de brasileiros merecem, evidentemente, atenção. Para um europeu, é um mercado mais amistoso que o chinês ou o indiano.”

Villechenon ressalta que o setor de tecnologias tem espaço para expansão, além do mercado de luxo, agronegócios e ambiental. “Os serviços para empresas, o chamado B to B, é algo que ainda não está muito desenvolvido no Brasil. Tudo que é ligado a comércio eletrônico e consultorias tem oportunidades.”

“Impeachment para quê?”

Na conferência, os especialistas avaliaram que a instabilidade política é um fator que dificulta a decisão dos estrangeiros para se instalar no Brasil. Mas a percepção é de que a democracia brasileira não está ameaçada, uma vantagem do país em relação a outras potências emergentes, como a Rússia ou a China.

“Fazer um impeachment para quê? O que aconteceria depois do impeachment? Quem seria o futuro presidente, e com que alianças, e para constituir que tipo de governo? Por enquanto, não tem nada: não tem uma ideia, um projeto, não tem uma programação para os próximos 10 anos”, analisa Chenut. “A consequência direta de um impeachment seria de um caos ainda maior para o Brasil.”

 


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