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Crise prejudica presença do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt

Crise prejudica presença do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt
 
Feira do Livro de Frankfurt acolhe neste ano sete mil expositores de 100 países. Alexander Heimann/ Frankfurter Buchmesse

Começa nesta quarta-feira (14) a 67ª edição da Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento do mercado editorial do mundo. Ao todo, a cidade acolherá sete mil expositores de 100 países, com a expectativa de receber 270 mil visitantes até o próximo domingo (18). O país homenageado é a Indonésia. O Brasil, que foi o convidado de honra em 2013, participa do evento representado por 36 editoras, uma leve diminuição em relação ao ano passado, quando contou com 41 expositores, devido à crise econômica que o país enfrenta.

"Algumas editoras se retraíram, achando que o próximo ano pode ser pior do que 2015. Nesse ano tivemos muitas surpresas desagradáveis e isso arrefeceu os ânimos", lamenta o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antônio Torelli.

Mas Torelli está otimista e espera fechar 2015 com um volume de operações internacionais equivalente ao de 2014, de US$ 2 milhões. "Acho que quem veio acreditou que teremos pela frente um bom caminho", reitera. Bom caminho que o Brasil vem traçando nos últimos anos, sendo homenageado não só em Frankfurt, mas em outros eventos importantes do setor, como a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, em 2014, e o Salão do Livro de Paris deste ano.

Brasil atrai leitores estrangeiros

Para Raquel Menezes, editora da Oficina Raquel e presidente da Liga Brasileira de Editoras (Libre), acredita que eventos como a Feira do Livro de Frankfurt despertam o interesse dos leitores estrangeiros pela produção nacional. "A literatura brasileira tem amadurecido muito, o que vem atraindo a atenção de leitores de outros países, o que não quer dizer que é satisfatório. Esse interesse precisa ser expandido a outros autores, por enquanto são sempre os mesmos que são lidos", considera.

Neste ano, o Ministério da Cultura leva apenas três autores brasileiros para a Feira de Frankfurt. Já o governo alemão também convidou três escritores, Fernando Bonassi, Noemi Jaffe e Ricardo Lisias, três editoras, Oficina Raquel, Apicuri e a Editora 34, além de dois tradutores, Luiz Kraus e Kristina Michaelles.

Para Raquel, o governo brasileiro deve aumentar os esforços pela difusão da literatura fora do país. "As editoras brasileiras devem cobrar do Ministério da Cultura mais apoio e incentivo para participar das feiras internacionais, tanto visando a internacionalização e a profissionalização, quanto uma forma de divulgar a literatura brasileira no exterior", preconiza.

"Livro deixou de ser importante"

O escritor e roteirista Fernando Bonassi acredita que a diminuição do número de representantes do Brasil em Frankfurt reflete a perda de espaço da literatura na sociedade brasileira. "Vivemos um mau momento no Brasil, em que o livro deixou de ser importante. Há uma crise econômica, mas também espiritual : há uma direita selvagem se aproximando do poder, um discurso conservador no Congresso", avalia.

Por isso, para Bonassi, o tema da Feira de Frankfurt, a liberdade de expressão, não diz respeito apenas aos atentados terroristas em Paris e em Copenhague no começo deste ano, mas pode ser facilmente relacionado ao momento pelo qual a sociedade brasileira passa. "Todo o tipo de terrorismo deve ser condenado e esse conceito é fundamental para o evento. No entanto, no Brasil também estamos vivendo episódios de destruição da aura democrática, de ascensão de uma classe extremamente conservadora. Há pouco tempo houve um debate no Congresso para ser retirado do Estatuto da Família a noção de uma família [formada por um casal] gay", declara, salientando que esse tipo de decisão também fere a liberdade de expressão.


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