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Brasil espera mais de US$ 1,4 bi em negócios na maior feira alimentícia do mundo

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Brasil espera mais de US$ 1,4 bi em negócios na maior feira alimentícia do mundo
 
Anuga 2015 será realizada até quarta-feira (14) na cidade de Colônia, na Alemanha. Divulgação/http://www.anuga.com

Entre segunda (12) e quarta-feira, mais de 80 empresas brasileiras expõem seus produtos na Anuga 2015, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, que acontece na cidade alemã de Colônia. A expectativa, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), é que mais de US$ 1,4 bilhão em negócios sejam fechados, superando os US$ 1,1 bilhão registrados na última edição, de 2013.

De acordo com o diretor de negócios da Apex, André Favero, a Anuga é a mais importante feira do calendário internacional em termos de geração de negócios para o setor. "É para essa feira e para poucas outras que os grandes fornecedores, as grandes cadeias vêm para fazer negócios", afirma, estimando que o volume de vendas esperado deve ser atingido em um prazo de 12 meses. Isso porque os contratos assinados durante a feira costumam representar "entre 10% e 20% do valor total e o restante são contratos longos, a serem concretizados" ao longo do ano.

A expectativa superior às participações anteriores pode parecer excessivamente otimista, se considerarmos a árdua crise econômica que o Brasil atravessa. Mas, além de o país ter, neste ano, um número recorde de expositores (dez a mais em relação a 2013), o ramo alimentício passou quase ao largo da crise.

Pelo contrário, os grandes exportadores acabaram beneficiados pela alta do dólar, como explica Favero: "o atual desaquecimento do mercado interno brasileiro já é um motivador natural para que as empresas busquem o mercado externo. Obviamente, você não começa a exportar de um dia para o outro, mas aquelas empresas que já exportavam algum percentual do seu faturamento, fica mais fácil para elas virarem a chave e destinarem mais produtos para o mercado externo, por dois fatores: o desaquecimento do mercado interno e a alta do dólar, que torna o produto brasileiro mais atrativo".

Carnes são o carro-chefe da exportação brasileira

Assim, é de se esperar que os pouco mais de 2 mil metros quadrados ocupados pelos expositores brasileiros recebam enorme volume de compradores internacionais, principalmente chineses e europeus, tradicionalmente os maiores clientes da variada produção alimentícia brasileira. Favero explica que, das 83 empresas, cerca de 30 são do setor de carnes, bovina, de frango e suína. Entre 30 e 35 empresas são do que a Apex chama de "produtos em geral": massas, biscoitos, café, chocolates, suco de laranja, mel etc. Os demais representantes brasileiros exportam bebidas e outros produtos processados.

Mas, em termos de volume de negócios, o setor de carnes é, sem dúvida, o grande destaque da produção brasileira: como nas últimas edições da feira de Anuga, mais da metade do volume de negócios projetado deve vir deste segmento. "O restante do faturamento virá de uma forma mais pulverizada, com valores de contratos menores e produtos mais premium".

Seleção das empresas

Para otimizar a visita à feira e representar da forma mais variada possível a produção brasileira, a Apex faz uma seleção das empresas que compõem a delegação: "no caso de Anuga, neste ano tivemos pouco mais de 100 empresas interessadas", explica Favero. Então, a primeira triagem é financeira: os produtores devem estar interessados em investir em sua participação. Por isso, a agência não paga passagem nem hospedagem e cobra uma "taxa simbólica" pelo trabalho de arregimentação dos estandes e de negociação com a feira.

"Essas empresas passam por uma série de filtros que vão desde dados de geração de negócios - quanto ela exportou, principalmente no mercado europeu, alemão e dos principais compradores que vêm para cá", conta Favero. Assim, é possível avaliar o potencial delas de fazer negócios para esses mercados, além de sua adequação em termos sanitários, de embalagem, rotulagem etc. Além disso, a Apex prioriza empresas que participaram de poucas ou nenhuma edição anterior da feira de Anuga, de forma a "oxigenar" o grupo de empresas.

Até o dia 14 de outubro, a Anuga deve reunir cerca de 6,8 mil expositores de 100 países em uma pavilhão de mais de 280 mil metros quadrados. Na última edição, em 2013, mais de 150 mil profissionais visitaram os estandes.

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