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Geral

Animais podem viver melhor em Tchernobyl do que perto de humanos

media Um lobo é visto na zona interditada de Tchernobyl. A wolf is seen in the Chernobyl exclusion zone. REUTERS/Valeriy

E se a presença humana fosse pior para a natureza do que a contaminação radioativa? Um estudo publicado na edição de outubro da revista científica Current Biology afirma que a fauna selvagem está mais abundante na região de Tchernobyl, na Ucrânia, do que antes da catástrofe nuclear, ocorrida no local há quase 30 anos.

Em 26 de abril de 1986, acontecia o pior acidente nuclear da história. Até hoje, os efeitos do desastre nuclear no homem e no meio ambiente não foram completamente esclarecidos. Por isso, o acesso humano a uma vasta área próxima à central permanece proibido. Mas os animais continuam a ter acesso ao local – que usam, principalmente, para se reproduzir.

Uma equipe de cientistas, comandada por Jim Smith, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, acompanhou os mamíferos que vivem em uma área de 4,2 mil quilômetros quadrados em torno de Tchernobyl. A conclusão foi de que “a zona interditada permite a uma comunidade abundante de mamíferos sobreviver, depois de quase três décadas de exposição crônica às radiações”, desconsiderando-se os efeitos potenciais de radiações nos animais individualmente.

Aumento de lobos causou diminuição de javalis

A pesquisa mostra que a população de grandes mamíferos, como lobos, está maior na zona interditada de Tchernobyl do que nas habitadas por pessoas. Os dados históricos relatados no estudo indicam que os animais se recuperaram poucos anos depois do acidente. As populações de alces, javalis e cervos se multiplicaram várias vezes entre 1986 e 1996. Os javalis inclusive tiveram um pico de população, que foi controlado, ironicamente, pelo aumento dos lobos na região.

“É muito provável que o número de animais selvagens em Tchernobyl seja maior do que antes do acidente”, disse Smith. “Não queremos dizer que as radiações são boas para a vida selvagem - apenas que o efeito das habitações humanas, a caça, a agricultura e exploração das florestas podem ser bem piores.”

Os cientistas indicam que a quantidade de grandes mamíferos que vivem na zona de Tchernobyl é semelhante ao encontrado em quatro reservas naturais não-contaminadas, situadas em Belarus. Os dados não incluem, entretanto, informações sobre a saúde e a taxa de reprodução dos animais.
 

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