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Geral

Decisão do FED sobre juros pode favorecer europeus e prejudicar o Brasil

media As atenções do mundo estão voltadas hoje para a decisão da presidente do FED, Janet Yellen, sobre as taxas de juros do banco central americano. REUTERS/Robert Galbraith

O anúncio sobre uma eventual alta da taxa de juros do FED, o Banco Central americano, aguardado para a tarde desta quinta-feira (17), nos Estados Unidos, é a principal manchete econômica da imprensa francesa. A decisão pode afetar de forma negativa países emergentes, mas ser benéfica para os países da zona do euro.

A decisão de elevar ou manter a atual taxa de juros próximas de zero parece uma questão técnica, mas não é, lembra o jornal Le Figaro. As variações dessa taxa têm impacto no crescimento mundial, no fluxo de capitais, no mercado de câmbio e até no emprego. Se o FED elevar sua principal taxa diretora, é provável que haja uma fuga de capitais dos países emergentes, já que os investidores vão preferir aplicar seu dinheiro no mercado americano, considerado mais seguro. O Brasil, por exemplo, que já está em recessão, e com desemprego em alta, se veria numa situação ainda mais complicada.

Para a zona do euro, o efeito de uma alta seria positivo, porque a tendência de valorização do dólar e depreciação do euro favoreceria as exportações europeias. O impacto mais negativo seria mesmo nos países emergentes. Le Figaro destaca que o anúncio do FED vai indicar uma tendência para os próximos anos, como assinalou recentemente a presidente da instituição, Janet Yellen.

Opiniões divergem nos EUA

Segundo o diário econômico Les Echos, uma elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, após nove anos de calmaria e uma política de taxas próximas de zero, deixa os mercados num clima febril. O jornal ouviu dois economistas com expectativas antagônicas sobre a decisão.

Tim Yeager, ex-economista do FED, diz que está na hora de promover uma alta dos juros porque a taxa zero cria volatilidade no mercado financeiro e tem um efeito devastador sobre os pequenos poupadores e aposentados, que acabaram empobrecendo por causa da medida. Essa política conciliadora, que foi necessária após a crise deflagrada em 2008, agora tem o efeito perverso de acentuar as desiguldades nos Estados Unidos, na opinião de Yeager.

Já Michael Gapen, chefe-economista do Barclays, ex-colaborador do FMI, acha que o FED não vai assumir o risco de desestabilizar ainda mais as bolsas de valores mundo afora, mesmo com os indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos.

Na verdade, analistas e mercados não sabem o que a presidente do FED vai decidir. Les Echos nota que o relatório divulgado ontem pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), prevendo uma alta do crescimento nos Estados Unidos e queda no resto do mundo, teve como título "Enigmas e Incertezas". A OCDE acredita que o FED vai optar por uma alta gradual, progressiva, para não desestabilizar os países emergentes. O veredicto será conhecido nesta tarde.

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