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Conflitos armados elevam tensão entre índigenas e fazendeiros no Mato Grosso do Sul

Conflitos armados elevam tensão entre índigenas e fazendeiros no Mato Grosso do Sul
 
Índigenas protestam em Brasília. www.cimi.org.br

Um indígena morreu e vários ficaram feridos em dois conflitos armados recentes na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, em terras já demarcadas e homologadas durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, em favor dos Guarani-Kaiowá. No entanto, uma ação no Supremo Tribunal Federal barra a conclusão da homologação. A área, bastante valorizada pelo potencial para o agronegócio, é um barril de pólvora.

“A situação vivida pelos Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul é insustentável”, diz Cléber Buzatto, secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). “É um problema de longa data, os Guarani-Kaiowá precisam de terras e de espaço para a sobrevivência física e cultural da etnia”, acrescenta. Buzatto lembra que a espera completa dez anos, pois as demarcações já foram homologadas em 2005, mas o caso foi barrado por interesses ruralistas.

O Conselho Indigenista Missionário pediu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à Organização dos Estados Americanos, que acione o governo brasileiro a cumprir com as leis internas e tratados internacionais diante do assassinato de Semião Vilhalva Guarani e Kaiowá, de 24 anos.

Difamação cibernética

O Cimi acusa os fazendeiros da região de planejar ataques armados aos indígenas, além de espalhar pela internet e redes sociais uma série de informações enganosas e de incitação à violência. Os indigenistas pedem uma investigação imparcial do ocorrido, além de medidas “estruturantes” por parte do governo federal e do poder Judiciário. “Isso passa necessariamente pelo reconhecimento e pela demarcação das terras tradicionais do povo Guarani-Kaiowá da região, de onde foram violentamente expulsos entre as décadas de 1940 até os anos 70", explica Buzatto.

“Aqui no nosso Estado do Mato Grosso do Sul os títulos começam após a Guerra do Paraguai (1864-1870); não há grilagem e nem invasões”, diz o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, do partido Democratas, liderado pelo ruralista Ronaldo Caiado. “Os índios entendendo que estão no seu direito, avançam, e os proprietários, se defendem”, acrescenta. “Cabe ao Estado arbitrar, mas ele é inerte, e isso vai levar a uma situação em que conflitos assim serão cada vez mais comum.”

Jantar com presidente francês

Em julho, uma comissão da etnia esteve na França e Suíça para lançar um apelo internacional pela causa dos Guarani-Kaiowá. O grupo foi inclusive convidado para jantar com o presidente francês, François Hollande, no palácio do Eliseu.
 


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