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Geral

Apesar de sufoco, migrantes não querem ficar na França

media Nesta semana, França recebeu 500 refugiados sírios e iraquianos. REUTERS/Jacky Naegelen

O jornal Le Monde que chegou às bancas neste sábado (12) traz uma extensa reportagem sobre os migrantes que não querem ficar na França, apesar de todo o sufoco que passam para sair da África ou do Oriente Médio e se instalar na Europa. A matéria explica que, neste momento em os estrangeiros começam a ser repartidos em cotas entre os países europeus, as autoridades têm dificuldades em convencê-los a começar uma nova vida em território francês.

Segundo o Monde, a falta de empregos é a principal preocupação dos refugiados. Por isso, eles preferem ir para a Alemanha ou o Reino Unido, onde o desemprego é mais baixo e a legislação trabalhista, mais flexível. Sem contar que, na Grã-Bretanha, é mais fácil de eles conseguirem trabalhar ilegalmente.

A reportagem mostra que os milhares de estrangeiros que se encontram Calais, no norte da França, também não cogitam permanecer no país por causa da língua e por não terem familiares morando em solo francês. Do outro lado do Canal da Mancha, poderão falar inglês e possuem contatos de parentes ou amigos que já imigraram para o Reino Unido. Essas duas condições facilitariam a instalação e, em seguida, a obtenção de um emprego.

Outra queixa ouvida pelo jornal é sobre o acolhimento. “Nós gostamos a França, mas a França não gosta de nós”, disse um imigrante sudanês, que aguarda, em Calais, uma oportunidade para seguir viagem até a Inglaterra. Os estrangeiros reclamam que um pedido de asilo pode demorar mais de um ano para ser analisado por Paris, enquanto que Londres dá uma resposta em três meses.

Em Calais, todas as noites, os estrangeiros continuam arriscando a vida para atravessar o canal e chegar ao Reino Unido. A situação não mudou mesmo depois que o presidente François Hollande se ofereceu para receber 24.000 refugiados no país.

O Escritório Francês de Proteção dos Refugiados e Apátridas enviou uma missão para Munique, na Alemanha, para chamar candidatos à imigração – mas o baixo índice de retorno foi surpreendente. “O recrutamento está mais difícil do que o previsto”, diz a reportagem.

O texto lembra que, para atrair candidatos, a missão fez comunicados em árabe sobre as propostas de asilo na França. Mesmo assim, os ônibus que partem em direção à França nem sempre estão cheios.
 

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