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Ongs e população se mobilizam para acolher milhares de refugiados na França

Ongs e população se mobilizam para acolher milhares de refugiados na França
 
Voluntários da Ong francesa Secours Populaire prestam assistência ao primeiro grupo de refugiados sírios e iraquianos que chegaram na França nesta quarta-feira (9). REUTERS/Jacky Naegelen

A morte do menino curdo Aylan, no litoral da Turquia, gerou uma onda de comoção em toda a Europa. Na França, apesar de pesquisas apontarem que mais da metade da população é contra a chegada de migrantes e refugiados ao país, multiplicam-se as iniciativas por parte de Ongs e civis para ajudá-los.

Segundo a Agência da ONU para os Refugiados, 360 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa nesse ano. Eles vêm de barco, ao atravessar o Mar Mediterrâneo, ou a pé, pelo caminho dos Bálcãns, fugindo de guerras, perseguições políticas e da pobreza no Oriente Médio e na África.

Antes mesmo do presidente François Hollande anunciar que a França vai receber 24 mil refugiados em dois anos, a Ong francesa Singa começou a realizar uma campanha que ficou conhecida no país como "o Airbnb dos refugiados". Ela reúne e distribui propostas de pessoas que oferecem imóveis ou até mesmo cômodos em suas casas.

A iniciativa, nomeada de "Comme à la maison" (como em casa, em português), tem o objetivo de oferecer um teto e, ao mesmo tempo, uma possibilidade de integração. "Queremos propor um acolhimento como fazemos quando recebemos em nossas próprias casas, ou seja, permitindo a essas pessoas se alojarem em lugares onde se sentirão à vontade para aprender a falar francês, para fazer amizade com a população e conhecer nossa cultura", explica o cofundador da organização, Nathanael Molle.

Foi através dessa Ong que Mathilde Simonot, da cidade de Montpellier, no sul da França, pôde colocar à disposição um quarto com duas camas em sua própria casa, onde vive com a filha de seis anos. "Acolher essas pessoas nos permite colocar em prática nossos valores republicanos, de liberdade, igualdade e fraternidade. É isso que quero ensinar à minha filha", disse.

A mobilização de Mathilde vai além disso. Ela é confundadora de uma associação que presta assistência jurídica as migrantes e refugiados. À RFI, ela contou que encontrou várias de famílias de Montpellier que também aderiram à iniciativa. "Vamos nos reunir para trocar ideias sobre a ação e pretendemos até mesmo propor para as pessoas que iremos receber que elas conheçam as outras famílias que foram acolhidas", planeja.

Prefeituras se organizam

Muitas prefeituras em toda a França, sobretudo as administradas por partidos de esquerda, também se colocaram à disposição para receber migrantes e refugiados, como a região de Haute Garonne, no sul do país. Alguns prefeitos fizeram um apelo para que outras cidades também sejam solidárias.

"Faz um tempo que nos encontramos e dizemos que não podemos ficar de braços cruzados, especialmente depois dessa foto do menino curdo que chocou o mundo. Estamos prontos para fazer nossa parte. Se a França e todos os países da Europa fizerem esse esforço, vamos chegar lá", declarou o deputado socialista da Haute Garonne, Christophe Borgel.

Acolhimento não se improvisa

Paul Montgolfier, diretor do Serviço Jesuíta para os Refugiados na França (JRS France), acredita que todas as iniciativas para ajudar os migrantes e refugiados são positivas, mas também lembra que é arriscado agir por conta própria. Por isso, sugere que as pessoas interessadas em participar das ações recorram a organizações que já trabalham com a questão.

"O acolhimento de refugiados não se improvisa. É preciso estar preparado, formado, e que as condições do recebimento sejam claras. Sabemos que não é possível ter uma outra família em nossa casa para sempre. Por isso aconselhamos que as pessoas que desejam se mobilizar, formem grupos, se organizem e reflitam juntos de que maneira esse acolhimento seja coerente para todos", sugere.

Mais de 200 ofertas

A Singa recebeu mais de 200 ofertas de alojamento para refugiados e migrantes nos últimos dias. Já JRS France contabilizou mais de mil propostas em apenas uma semana. Outras iniciativas, como coleta de alimentos e roupas, também estão sendo realizadas em todo o país.


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