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Geral

Plano da UE para acolher 160 mil refugiados é autoritário, diz Le Figaro

media Capa dos jornais franceses, Libération, Le Figaro e Le Parisien desta quinta-feira, 10 de setembro de 2015.

A crise dos refugiados domina mais uma vez as manchetes dos principais jornais franceses desta quinta-feira (10). Além do apelo para os líderes europeus agirem para dar proteção aos refugiados, a imprensa critica o plano da União Europeia para acolher 160 mil migrantes.

Libération e mais doze jornais europeus lançaram um apelo conjunto para os dirigentes dos 28 países da União Europeia "agirem para ajudar os refugiados". Para esse jornais, a Europa está diante da pior crise desde a Segunda Guerra Mundial e milhares de pessoas estão deixando seus países em guerra, como os sírios, por exemplo, e buscando ajuda e proteção. "Nesta tentativa desesperada, muitos estão perdendo suas vidas e a Europa está fazendo pouco e muito tarde", avalia Libération.

O diário francês pede que os dirigentes do bloco aproveitem a reunião do próximo dia 14, em Bruxelas, para negociar soluções para a crise, organizar o fluxo de refugiados e evitar outras mortes. Libération lista uma série de medidas para enfrentar essa tragédia humanitária. Entre as ações está a criação de estruturas simples e seguras para os refugiados fazerem seus pedidos de asilo sem arriscar suas vidas e para evitar os atravessadores.

O jornal francês pede também maior ajuda financeira e humanitária aos países do Oriente Médio afetados pelo conflito sírio e mais pressão política sobre os países que podem pôr um fim à guerra na Síria.

Plano "autoritário"

O apelo do grupo de jornais é feito um dia depois de o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciar o plano para a Europa sobre o fluxo migratório. Le Figaro diz que Juncker "fez pressão para impor o sistema de quotas" e conseguiu apoio dos eurodeputados de direita e de esquerda para o continente acolher 160 mil refugiados nos próximos dois anos.

Mas o editorial do jornal conservador é severo quanto ao método considerado "autoritário" de Juncker, que pede aos europeus acolherem os refugiados de "braços abertos". "Se o medo não é bom conselheiro, como diz Juncker, o pânico também não", rebate Le Figaro.

O jornal considera o plano apoiado pela Alemanha e pela França mal organizado. "Ele impõe regras sem medir as consequências dos números e do método escolhido", escreve. Le Figaro afirma que ao lidar com essa "bomba demográfica", os líderes parecem esquecer que por trás da crise dos refugiados, existe outro grande problema a enfrentar: a imigração clandestina.

Chegado dos primeiros refugiados à França

O jornal Aujourd'hui en France acompanhou o trajeto de vários ônibus que deixaram Munique, no sul da Alemanha, em direção à França. A reportagem descreve o ambiente de expectativa dentro dos ônibus e relata que em cada pedágio, um dos passageiros perguntava se era "mais uma barreira policial", de tão acostumado que estava com controles.

Na chegada à Cergy, na região parisiense, o jornal constatou a emoção do engenheiro agrônomo Ali, de 37 anos, que se emocionou com os discursos de boas-vindas. Ele deixou a mulher e três filhos na Síria e escolheu a França porque acha "que irá se integrar melhor neste país". Segundo o jornal, Ali quer vender seus bens na Síria e trazer sua família para a França, onde tem planos de ser empresário.
 

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