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“Fábricas de leões” tornam a caça fácil e atraente na África

“Fábricas de leões” tornam a caça fácil e atraente na África
 
Campanha da organização Canned Lion alerta para o equívoco de brincar com bebês leões, criados em cativeiro. Reprodução cannedlion.org

Depois da comoção internacional pela morte do leão Cecil no Zimbábue, o Dia Mundial do Leão, comemorado neste 10 de agosto, vai ser agitado por campanhas contra a caça do animal na África. Os defensores do rei da selva alertam para a prática conhecida como “caça enlatada” de leões, em que fazendas se especializam em reproduzir o animal para faturar alto com turistas estrangeiros.

Nestes locais, os caçadores vão encontrar uma quantidade bem maior de leões do que na natureza, cercados em um espaço muito menor do que na selva. Resultado: a caça é garantida.

“Os filhotes são usados para atrair turistas que querem tirar fotos e tocar os leões. São turistas que nem enxergam muito o link entre a fazenda e a caça. Só na África do Sul, foram identificadas 150 criações de leões, com 5,8 mil animais. Da população de leões da África do Sul, somente 32% estão livres, e o resto está nessas fazendas”, explica Rosângela Ribeiro, diretora interina da organização Proteção Animal Mundial no Brasil.

Rosângela indica que, quando os leões ficam adultos e o contato com os turistas se torna perigoso, eles são vendidos para a caça. “Mas os leões já passaram por um processo de contato com o ser humano e, por isso, se tornam presas muito fáceis nessas fazendas. É algo totalmente covarde”, lamenta.

Governos não se opõem

A prática também é comum em outros países do sul africano, como Namíbia, Botsuana e Zimbábue, sempre com o aval das autoridades. Quando estoura uma polêmica sobre o assunto, como agora, os governos impõem restrições temporárias, mas logo tudo volta ao normal, como afirma Azzedine Downes, presidente do Fundo Internacional para a Preservação dos Animais (IFAW).

“No sul da África, sempre tem apoio do governo para esse tipo de caça. É como se fosse uma fazenda de leões, ou pode ser de elefantes. Eles só estão ali para serem mortos”, observa Downes.

Segundo a organização Canned Lion, 55% dos turistas são americanos e 40%, europeus. Os defensores dos animais alegam que a melhor maneira de acabar com a caça enlatada é cortando a renda milionária que essa prática gera para um punhado de fazendeiros, donos dos chamados “parques de leões”.

Outras alternativas, como o fim do transporte dos troféus de caça, também são eficazes. “A pressão dos caçadores nos Estados Unidos é enorme. Eles têm uma força política inacreditável e têm o direito de trazer os troféus para o solo americano. Mas se as companhias aéreas se recusarem a transportar, será excelente”, destaca Downes. “Outra alternativa é aprovar um projeto de lei para bloquear a entrada dos troféus, mas esse é um longo caminho pela frente. Os caçadores só matam os animais pelos troféus – e se eles forem bloqueados, não haverá mais razão de ser para a caça.”

Onça-pintada no Brasil

O especialista avalia que a mudança das regras será mais fácil na Europa, onde a sensibilidade para os tema ambientais é maior. Já no Brasil, o grande problema é a caça ilegal de onça-pintada no Pantanal, principalmente no Mato Grosso do Sul.

“São fazendas ilegais de caça esportiva que atraem turismo ilegal de estrangeiros ou até brasileiros. Eles vêm com um pacote fechado para fazer a caça de onça no Pantanal. Tudo acontece por baixo dos panos”, ressalta Rosângela. “Quando a polícia ambiental descobre, essas pessoas são processadas e têm as caças e as armas apreendidas.”

Como na África, a maioria dos estrangeiros que vão praticar turismo de caça no Brasil são americanos e europeus.

 


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