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Imigração gera crise entre Itália e vizinhos europeus

Imigração gera crise entre Itália e vizinhos europeus
 
Grupos de imigrantes bloqueados protestam na fronteira da Itália com a França REUTERS/Eric Gaillard

Queda de braço entre a Itália e a França sobre a imigração. Dezenas imigrantes de origem africana estão em Ventimiglia, no noroeste italiano, aguardando para poder atravessar a fronteira que as autoridades francesas negam ter bloqueado. O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, ameaça oferecer documentos provisórios aos imigrantes.

Gina Marques, correspondente da RFI Brasil em Roma

Na manhã desta terça-feira (16), a situação é muito tensa em Ventimiglia, fronteira da Itália com a França. A polícia italiana está tentando transferir os imigrantes que há dias estão acampados nas rochas do litoral, dormindo ao relento. A maioria é de origem africana, da Eritreia e do Sudão.

Eles querem migrar para países do norte da Europa, onde poderiam trabalhar ou encontrar familiares. A maioria deles prefere não ser identificada, pois o tratado de Dublin em vigor na União Europeia estabelece que os imigrantes devem pedir asilo político no país onde chegam, neste caso a Itália. A resistência ao acolhimento dos imigrantes não é só francesa. Na Áustria, onde o controle é rígido, os clandestinos são mandados de volta à Itália.

Vale lembrar que na União Europeia existe o tratado de Schengen que garante a livre circulação de pessoas entre muitos países do bloco. Segundo a Itália, a França não pode fechar as fronteiras porque viola as regras. Já França diz que a Itália tem que registrar os imigrantes e que, portanto, eles têm que ficar no território italiano. Ao que parece, ninguém quer estes imigrantes.

Reação da União Europeia

Os ministros do Interior de 28 países da União Europeia se reúnem hoje (16) em Luxemburgo para discutir o problema da imigração. A Itália quer que os países europeus acolham 40 mil imigrantes em dois anos. A situação é complicada. Depois da tragédia em abril, quando um barco que transportava imigrantes afundou na travessia do Mediterrâneo matando cerca de 700 pessoas, os líderes europeus prometeram ajudar a Itália, mas viraram as costas.

Muitos países, como França e Alemanha, não aceitam acolher os imigrantes justificando que já cumpriram o dever abrigando milhares de pessoas no passado. Eles querem distinguir o refugiado político do refugiado econômico. A maioria das pessoas migra por motivos econômicos. O problema continua.

Pressão italiana

A Itália ameaça driblar o bloqueio fornecendo um documento provisório aos imigrantes para que eles possam circular livremente na União Europeia. A Itália quer facilitar a viagem dos imigrantes porque não quer a permanência deles em seu território. Alguns governadores de regiões do norte do país, que são as mais ricas, se recusam a acolher os clandestinos que acabam se concentrando no sul do país que já abriga milhares de pessoas.

A questão da imigração se transformou em uma batalha política na Itália. Os partidos de extrema direita, que estimulam a xenofobia, dizem que os imigrantes transmitem doenças e são fontes de epidemia. As informações já foram desmentidas pelas autoridades sanitárias, mas estes partidos criam um falso alarme para obter apoio popular.

O primeiro-ministro Matteo Renzi, de centro-esquerda, alertou os governadores dizendo que eles têm que acolher os imigrantes. Por outro lado, se a Itália quer distribuir o acolhimento dos imigrantes com o resto da Europa, ela tem que dar o exemplo dentro do próprio país.


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