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Setor imobiliário de Portugal atrai cada vez mais aposentados estrangeiros

Setor imobiliário de Portugal atrai cada vez mais aposentados estrangeiros
 
Aposentados, em busca do sol no sul da Europa, se informam sobre mercado imobiliário em Portugal durante salão parisiense. Divulgação

Cresce o número de aposentados que escolhem Portugal como residência, seja em busca de um clima mais ameno na Europa, de imóveis com preços mais acessíveis ou de vantagens fiscais. Os franceses já estão no topo da lista dos que decidiram mudar para o país. De olho nesse mercado, a Câmara de comércio e da indústria franco-portuguesa (CCIFP) organiza em Paris, a partir desta sexta-feira (5) um salão para orientar o público antes da compra de um bem imobiliário.

Em 2014, cerca de 7 mil franceses fizeram as malas para Portugal, um número que triplicou em relação ao ano anterior. Aposentados em sua maioria, eles procuram um pouco de sol do sul da Europa, mas também aproveitam o contexto de crise econômica portuguesa, que derrubou em cerca de 30% dos preços do mercado imobiliário nos últimos quatro anos. Para completar, em 2013 o governo português decidiu exonerar os aposentados franceses que se mudarem para o país. “Basta viver em Portugal 183 dias por ano para beneficiar dessas regalias”, explica Carlos Vinhas Pereira, presidente da CCIFP. “Mas as pessoas não vêm unicamente para ganhar nos impostos. Eles também procuram as qualidades naturais do país”, completa.

Diante dessa tendência, o Salão do imobiliário e do turismo português, que registrou um público de 14 mil pessoas em 2014, espera receber 25 mil visitantes nesta edição, que vai até 7 de junho no centro de exposições parisiense da Porte de Versalhes. O sucesso do evento é tamanho que uma segunda versão será realizada entre 3 e 5 de julho em Lyon, região, depois de Paris, responsável pela maioria dos negócios fechados no ano passado.

Além de agências imobiliárias, seguradoras e empresas de convênios, o salão traz alguns prestadores de serviços que dão conselhos sobre aspectos burocráticos aos que pretendem se mudar e nem sempre dominam a língua de Camões. “Os franceses que chegam não falam português e na administração portuguesa poucos falam francês. O processo passa por cinco ou seis repartições e o francês que não conhece não sabe em qual porta deve bater, então nós os acompanhamos nesse processo”, explica Cesar de Brito, gerente da empresa De Brito Properties & Services, que marcou presença no evento da Porta de Versalhes.

Em busca de visto europeu, brasileiros são cada vez mais presentes

Brito também ressalta que, segundo as últimas estatísticas, o Brasil estaria entre os primeiros clientes potenciais do mercado imobiliário português. “Os brasileiros são o segundo público de compradores, logo depois dos chineses e à frente dos franceses”, comenta. Mas nesse caso, a maior parte dos pedidos não vem de aposentados e sim de investidores. “Eles nos procuram principalmente para diversificar investimentos em um país no qual a cultura e a língua são muito próximas, além de representar uma porta de entrada para a Europa”.

Isso porque, muitos compradores de imóveis em Portugal também procuram o destino por causa do chamado “Gold Visa”. Segundo o sistema, implementado pelo governo português como parte do pacote orçamentário de 2012, qualquer estrangeiro que invista mais de € 1 milhão em Portugal, gerando ao menos 10 postos de trabalho, ou que compre um imóvel com valor superior a € 500 mil, tem acesso a uma autorização de residência no país. E, também, o direito de circular livremente pela União Europeia.


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