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Brasil deve apoiar maior controle sobre dois produtos tóxicos

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Brasil deve apoiar maior controle sobre dois produtos tóxicos
 
Distância considerada segura para a vaporização de agrotóxicos costuma não ser respeitada no Brasil, alerta especialista. Reuters

Cerca de 1.500 especialistas e representantes oficiais de mais de 180 países estão reunidos em Genebra em uma conferência mundial sobre produtos químicos e resíduos perigosos para a saúde e o meio ambiente, como agrotóxicos. Um dos temas mais importantes é a negociação para aumentar a lista de substâncias que terão o comércio controlado. Entre elas, duas são muito usadas no Brasil.

Os países reunidos são signatários de três convenções internacionais da ONU que regem o tema: a de Estocolmo trata dos poluentes orgânicos, a de Rotterdam aborda o comércio de produtos químicos perigosos e a de Basileia define as normas para a movimentação dos resíduos tóxicos entre os países.

O Brasil, maior consumidor de agrotóxicos do mundo, se interessa particularmente pelas definições sobre dois produtos: o amianto crisotila e o paraquat. O primeiro é utilizado na fabricação de telhas e caixas d’água, enquanto o segundo é um herbicida muito usado para dissecar a soja.

Uma equipe do Ministério do Meio Ambiente do Brasil acompanha a conferência na Suíça. Segundo Sabrina Andrade, gerente de produtos perigosos, o país votaria contra a proibição desses dois produtos tóxicos, mas deve apoiar o aumento do controle.

“O paraquat é uma substância que ainda teve resistência do Ministério da Agricultura porque ela ainda é muito importante no Brasil, para a qual ainda não foi desenvolvido um substituto. Mas, pelo impacto à saúde humana e ao meio ambiente, a gente vai defender que ele seja incluído no anexo, para que a gente possa ter o controle dessa substância”, explica. “A gente deve defender pelo menos a não objeção da entrada deste produto na lista de substâncias controladas pela Convenção de Rotterdam. E a mesma coisa deve valer para o amianto crisotila. Apesar de estarmos discutindo há alguns anos o banimento ou o controle dessa substância no Brasil, o Ministério da Indústria e Comércio e o de Energia tinham algumas resistências.”

Uso perto das residências

O médico sanitarista Wanderlei Pignati, pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso, afirma que o paraquat é pulverizado nas lavouras a poucos metros das moradias. A substância causa lesão pulmonar e, com o tempo, disfunção renal.

“Quanto mais as casas estão próximas da lavoura, mais problemas respiratórios ocorrem em crianças menores de cinco anos e idosos. Eles falam que tudo é vendido sob prescrição do agrônomo. Mas o agrônomo teria de fiscalizar, ver se realmente precisa e como é feito”, destaca. “Na hora de fazer a diluição, colocar no trator ou no avião, há uma falta completa de fiscalização, tanto pelo agrônomo - que às vezes supervisiona dezenas ou até centenas de fazendas - e ainda mais pelo Estado.”

O pesquisador, especialista no estudo dos efeitos dos pesticidas na saúde, ressalta que as consequências para os rios e solos são preocupantes. Os aviões que pulverizam o paraquat circulam até em dias ventosos, quando o produto se espalha além das plantações. Pignati também constatou que a chuva transporta os agrotóxicos para outras regiões.

“Há muitos tipos de agrotóxicos na chuva, entre eles esse. Eles evaporam, vão para o ar e depois condensam na chuva. O pessoal fala em chuva ácida. Não é: é chuva de agrotóxicos, mesmo”, relata. “Fizemos uma pesquisa inédita no Brasil mostrando que a chuva não fica somente na área das fazendas. Ela pode sair daqui, andar quilômetros e descarregar em outros locais.”

A conferência internacional sobre o assunto acontece até o dia 15 de maio. Além dos pesticidas, a discussão sobre o destino do lixo eletrônico deve ser um tema predominante das negociações. No ano passado, segundo a ONU, a humanidade jogou fora uma quantidade recorde de produtos eletrônicos. Apenas um sexto foi corretamente reciclado.

 


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