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Geral

Líderes da África organizam cúpula para discutir estratégia contra Boko Haram

media Forças especiais de vários países africanos se reuniram para combater o grupo Boko Haram. REUTERS/Joe Penney

Os dirigentes do oeste e do centro da África vão se reunir na próxima quarta-feira (8) na capital da Guiné Equatorial para adotar uma estratégia comum de luta contra o grupo extremista Boko Haram. O anúncio da reunião de cúpula foi feito neste domingo (5) pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao).

A organização da cúpula foi decidida diante da intensificação dos ataques do grupo Boko Haram na região. Segundo o comunicado divulgado pela Cedeao, a ação dos integristas na Nigéria, Níger, Camarões e Chade tem várias consequências negativas nesses países, criando “um risco real de desestabilização”.

A Cedeao espera que a reunião na capital da Guiné Equatorial seja concluída com “a adoção de uma estratégia comum de luta contra o grupo terrorista Boko Haram”. Os líderes querem apresentar um mecanismo de coordenação entre os presidentes em exercício.

Nigéria foi criticada por falta de cooperação

Os países vizinhos da Nigéria criticaram várias vezes as autoridades de Abuja pela falta de cooperação e de coordenação com as nações da região. Mas o governo nigeriano lançou em fevereiro, com a ajuda do Chade, do Níger e de Camarões, uma ampla ofensiva militar contra os extremistas.

A operação permitiu expulsar o grupo radical islâmico de várias localidades no nordeste nigeriano. Um dos chefes do exército chadiano chegou a declarar esta semana que a capacidade de ação do Boko Haram havia sido “reduzida ao mínimo”. No entanto, de acordo com as autoridades de Abuja, o grupo extremista ainda dispõe de forças suficientes para continuar uma “guerra assimétrica” com “ações kamikazes e minas explosivas”.

A cúpula desta quarta-feira deve contar com a presença representantes de 21 países da África central e do oeste. O avanço do grupo extremista e os combates com as forças armadas já provocaram a morte de mais de 15 mil pessoas nos últimos seis anos, de acordo com números divulgados pelas Nações Unidas. 

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