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Produção caseira de peixes e hortaliças se desenvolve na Europa

Produção caseira de peixes e hortaliças se desenvolve na Europa
 
Florian Mary e Jessica Jamon mostram o funcionamento do projeto Osmose, que tem o objetivo de levar a aquaponia à escala comercial na França. D.Parat/ Projet Osmose

Já imaginou se, no aquário que decora a sua casa, crescesse o peixe que você vai saborear no jantar, e a água ainda irrigasse as alfaces que servirão de acompanhamento? A aquaponia está em franco desenvolvimento na Europa e é vista como uma alternativa sustentável de agricultura urbana.

A demanda crescente por produtos orgânicos está fazendo os europeus resgatarem essa que é uma técnica milenar de produção de peixes e hortaliças. O sistema é composto por um recipiente onde vivem peixes de água doce, como trutas ou carpas. A água, rica em nutrientes, passa por uma purificação natural, realizada por bactérias.

Os dejetos então se transformam em nitrato, usado como adubo para as plantas - que também germinam na água, e não no solo. As raízes voltam a purificar a água, que retorna ao ambiente onde vivem os peixes. Os sistemas mais avançados chegam a dispensar a utilização de produtos químicos. A economia de água é de até 80%, em relação à agricultura tradicional.

Jéssica Jamon é uma das coordenadoras de um projeto-piloto, o Osmose, que visa aplicar a técnica em escala comercial, na região de Auvergne, na França. Por enquanto, a produção é de 50 alfaces por semana, um número que deve chegar a 5 mil, se a viabilidade do sistema se concretizar. Já a produção de peixes pode ser de até 200 filés de truta semanais.

“Ao se desenvolverem, as trutas geram detrimentos na água. Na piscicultura clássica, os produtores desviam um rio, a água passa pela piscicultura e os efluentes saem diretamente no rio”, explica. “Esses nutrientes, em grandes quantidades, podem poluir as águas, além de serem desperdiçados para o uso na agricultura convencional, que acaba usando nutrientes químicos para produzir as hortaliças. Com a aquaponia, é possível reutilizar tudo, fazer uma simbiose.”

Pioneiros

Os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália são os países onde a técnica está mais avançada. Na Europa, Berlim acaba de lançar uma produção que ocupa 1,8 mil metros quadrados no sul da capital alemã.

Já no Brasil, a aquaponia começou a se desenvolver há cerca de dois anos, capitaneada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O pesquisador Paulo Carneiro apresenta o sistema a pequenos produtores de Sergipe. Ele garante que o potencial de crescimento no Brasil é “enorme”.

“Já podemos pensar em sistemas para pequenos produtores. A produção de alimentos pela agricultura urbana também é muito factível já neste momento. São projetos para a subsistência e para atender os anseios daqueles que têm vontade de produzir o seu próprio alimento. Elas têm um controle maior do que estão consumindo e um envolvimento com uma produção sustentável e com a natureza”, destaca. “Essa é uma demanda grande que nós já podemos atender no Brasil.”

Fácil instalação

Os especialistas garantem: qualquer um pode se lançar na aquaponia, até mesmo moradores das grandes cidades.

“O manejo tanto dos peixes quanto das plantas é fácil. Você tem pouca coisa para monitorar. Buscando informações, que hoje são abundantes na internet, e com materiais dos mais diversos, a pessoa consegue montar um sistema pequeno ou médio”, observa o especialista. “Em pouco tempo, ela se motiva ainda mais, porque vê os primeiros resultados muito rapidamente. Hortaliças de ciclo curto, como alface, já podem ser colhidas após um ou dois meses.”

Paulo Carneiro destaca que aqueles que têm resistência em abater e comer os peixes podem escolher espécies que não costumam ser usadas para o consumo, mais bonitos e coloridos. Neste caso, o sistema pode dar ênfase à decoração, ao mesmo tempo em que resulta na produção própria da salada – uma versão modernizada e mais ecológica da velha horta do fundo do quintal.

 


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