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Primeiro-ministro de Israel pode ser indiciado por gastos irregulares

Primeiro-ministro de Israel pode ser indiciado por gastos irregulares
 
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu enfrenta uma série de denúncias de gastos irregulares. REUTERS/Ronen Zvulun

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrenta uma onda de escândalos financeiros e pode ser indiciado por gastos irregulares em sua residência oficial, em Jerusalém. A três semanas das eleições gerais no país, acusações contra o premiê estão afetando as pesquisas de intenção de voto.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

No escândalo mais recente, um relatório do Controlador da União listou uma série de despesas irregulares do primeiro-ministro desde 2009. Segundo o documento, Netanyahu e sua família gastaram altas somas de dinheiro público em alimentação, móveis e jardinagem na residência oficial em Jerusalém e na mansão particular do premiê em Cesareia, no norte de Israel.

O relatório também revela que Netanyahu contratou, sem concorrência, um encanador para trabalhar nos dois locais. Segundo relatos da imprensa, ele seria um velho amigo da família para o qual o premiê supostamente deve dinheiro.

O encanador emitiu recibos de trabalho durante diversos sábados, o dia sagrado para os judeus, no qual o serviço público não funciona. O funcionário também teria passado recibos por serviços realizados durante o Yom Kippur, a data mais solene da religião judaica, quando os judeus jejuam. Rumores apontam que esses documentos seriam frios e teriam sido emitidos para cobrir a dívida de Netanyahu com dinheiro público.

Reciclagem de garrafas

A mulher do premiê, Sara Netanyahu, também é acusada no relatório da Controladoria da União de embolsar o dinheiro de reciclagem de garrafas compradas com dinheiro público para festas oficiais.

Sara tem fama de tratar rudemente seus funcionários; alguns estão processando a primeira-dama na Justiça. Um deles é o ex-zelador da residência oficial, Meni Naftali.

Ele contou como Sara costumava fazer exigências absurdas, como telefonar a ele às 3h da manhã para reclamar que ele comprou leite de saquinho e não longa-vida. Naftali também vem depondo na polícia sobre irregularidades nas contas da casa, mas está sendo acusado pela própria família Netanyahu de ser o responsável pelos altos gastos.

Campanha de difamação

O casal Netanyahu nega as acusações e afirma que está sendo vítima de difamação para prejudicar a campanha eleitoral.

Em meio às críticas públicas, um vídeo realizado na residência oficial de Jerusalém mostraria que Sara e Benjamin vivem na verdade de forma modesta. Na gravação, que se tornou viral, um famoso decorador visita a residência e se diz “chocado” com o estado da casa, que estaria precisando de uma obra de restauração urgente.

O decorador indica que a cozinha é o "calcanhar de Aquiles" da casa, com fórmica descolando e paredes descascando. Mas a imprensa israelense revelou, depois, que o casal Netanyahu tem à sua disposição uma cozinha moderna no segundo andar.

Vida opulenta

Os escândalos reforçam a imagem de um primeiro-ministro que gastaria demais e levaria uma vida opulenta enquanto a maioria dos israelenses reclama da alta do custo de vida.

Nas mais recentes pesquisas eleitorais, um alto percentual de eleitores que pensava em votar no partido conservador Likud, de Netanyahu, considera dar seu voto para outro candidato. Os eleitores indecisos também tendem a reavaliar a opção de manter o premiê no poder.

As eleições foram antecipadas pelo próprio Netanyahu depois de apenas 20 meses de seu segundo mandato porque ele reclamava de seus parceiros de coalizão. O líder acreditava que seria reeleito novamente com facilidade e formaria uma coalizão mais confortável.


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