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Dia Mundial do Rádio evidencia precariedade de jovens repórteres

Dia Mundial do Rádio evidencia precariedade de jovens repórteres Unesco debateu desafios dos jovens repórteres de rádio. RFI

Os jovens jornalistas de rádio vivem em uma situação cada vez mais precária e, para conseguir se destacar nas redações, se expõem a situações que colocam a própria vida em risco. No Dia Mundial do Rádio, celebrado nesta sexta-feira (13), a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) quis chamar a atenção para a situação dos profissionais com até 30 anos, em meio aos desafios da imprensa na era digital.

A data foi marcada com uma série de debates que contaram com a participação de profissionais de diversas nacionalidades. O rádio ainda é o veículo de informação preferido dos jovens e o que melhor se adaptou às mudanças com a chegada da internet, na opinião de Benoit Hervieu, coordenador do evento.

“É um veículo que tem pouco custo, precisa de pouco material e, em muitos países, é um fator de união das populações, das comunidades. É também o veículo mais acessível para as populações marginalizadas ou àqueles que não sabem ler e escrever”, argumenta, lembrando que os aplicativos das emissoras para smartphones são leves e de fácil utilização.

A adaptação para as novas plataformas digitais é um dos efeitos das mudanças no jornalismo, que resultaram em uma situação mais precária para a maioria dos profissionais – em especial os jovens. Hoje em dia, os recém-formados precisam trabalhar anos como freelancers até conseguir um emprego formal.

Na França, por exemplo, 25% dos jornalistas com até 28 anos começaram a carreira trabalhando para alguma associação, muitas vezes de maneira voluntária. Outros sonham em ser correspondentes no exterior e se lançam desde cedo em coberturas de alto risco, por conta própria, apesar da falta de experiência e de formação adequada para exercer o jornalismo em zonas de conflito.

Mortes em alta

Essa situação tem levado a um aumento do número de mortes de jovens repórteres. Segundo Hervieu, 65 jornalistas de rádio foram mortos nos últimos dois anos, e quase a metade tinha menos de 30 anos.

“Nas zonas de conflito, de guerra e de movimentos sociais, o rádio está na linha de frente. E muitos dos jornalistas que tomam mais riscos são jovens, especialmente os de rádio. Eles vão para essas regiões com pouca cobertura, pouca segurança e pouco apoio de uma empresa jornalística”, denuncia. “Durante a Primavera Árabe, tivemos muitos casos de jovens jornalistas feridos e até mortos por falta de preparação e por tentar fazer reportagens para um máximo de veículos possível.”

Precauções simples, mas fundamentais

Desde 2012, a Unesco coordena um plano de ação para a segurança dos jornalistas e luta contra a impunidade dos crimes cometidos contra os repórteres. O objetivo é esclarecer os profissionais e os veículos sobre a importância de investirem em segurança e em cursos de preparação - que envolvem medidas simples, mas essenciais, como aprender a realizar primeiros socorros.

Entre os jornalistas mortos por atos de violência, 80% perdem a vida por hemorragia, que na metade dos casos poderia ser evitada se os colegas soubessem como reagir diante de um ferimento grave. De acordo com Mehdi Benchalah, um dos responsáveis pelo programa da ONU, as limitações financeiras são a principal razão para os repórteres se exporem a riscos desnecessários em zonas perigosas, em especial os mais novos.

“É importante que os jovens encarem as questões de segurança não de uma maneira artesanal, mas com muito planejamento e reflexão. Fazer contatos com pessoas que conhecem as situações de risco, procurar cursos específicos para isso. Eles podem contatar ONGs que trabalham com isso, como Repórteres Sem Fronteiras, que na internet apresenta um monte de documentos e maneiras de planejar uma cobertura de risco”, explica Benchalah. “É preciso que os jovens jornalistas se deem conta de que eles não são invencíveis e precisam levar a questão da segurança com muita seriedade.”

Os profissionais que participaram dos debates na Unesco também destacaram que, cada vez mais, os jornalistas não são mais vistos como testemunhas de crises, mas como atores dos conflitos. Na Síria ou no Iraque, eles se tornaram alvos deliberados do regime ou dos jihadistas. Os cuidados para ir a essas regiões devem, portanto, ser redobrados.

 


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