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Geral

Saída de Graça Foster pode gerar impacto político no governo

media A renúncia de Graça Foster e saída da cúpula da Petrobras é destaque na imprensa francesa desta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015. Fernando Frazão/ Agência Brasil

A renúncia de Graça Foster e a saída da cúpula da Petrobras aparece com destaque na primeira página do Les Echos nesta quinta-feira (5). O principal jornal econômico da França descreve em uma página inteira o inferno astral da companhia de petróleo brasileira.

O jornal avalia que o afastamento de Graça Foster da presidência da Petrobras foi bem recebido pelos mercados. Depois de "várias semanas em queda livre", as ações da petrolífera voltaram a subir nos últimos dois dias. Próxima de Dilma Rousseff, a "dama de ferro não conseguiu superar a crise que corrói a Petrobras", escreve o diário econômico.

Para qualificar a situação dentro da gigante do petróleo brasileira o jornal é taxativo: por anos a empresa vem sofrendo com um "gigantesco escândalo de superfaturamento e desvio de fundos".

O impacto é tão grande, ressalta o jornal, que o mais recente balanço da empresa nem conseguiu dar a dimensão do rombo causado pela corrupção. Na semana passada, ainda à frente da Petrobras, Graça Foster disse que o prejuízo era estimado em 30 bilhões de euros, mas que era impossível dar um número exato.

Consequências políticas da crise da Petrobras

Ainda segundo Les Echos, essa situação representa "um alto risco para a presidente Dilma Rousseff". Por duas vezes, Dilma não quis aceitar a renúncia de Foster. Ao aceitá-la nesse momento, Dilma perde o seu "escudo", avalia o jornal. Até o momento, Dilma não foi envolvida diretamente na série de episódios de corrupção da empresa, mas ela foi presidente do conselho de administração da Petrobras entre 2003 e 2010. Esse fato pode ser o calcanhar de aquiles de Dilma Rousseff e, segundo juristas citados pelo jornal, poderia até mesmo levar a um processo de impeachment da presidente.

Petrobras gera grande interesse no exterior

Segundo Les Echos, a Petrobras conseguiu grande projeção internacional graças à maior descoberta do setor energético das últimas décadas: o pré-sal. Outro recorde: a empresa fez a maior captação no mercado ao levantar 70 bilhões de dólares em 2010.

A exuberância desses números atraiu um contingente de investidores internacionais, mas os recentes números da decadência abrupta da empresa assustam. O jornal escreve, com ironia, que cada nova revelação de desvios da empresa se assemelha a uma novela e que os acionistas estrangeiros vão estar bem atentos aos próximos capítulos.

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