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Geral

Sobreviventes de Auschwitz temem alta do antissemitismo na França

media A entrada do campo de Auschwitz com a inscrição irônica "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta). © Maya Szymanowska

Nesta terça-feira (27), os jornais franceses destacam os 70 anos da liberação do campo de concentração de Auschwitz, que se tornou um dos maiores símbolos da perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial. Sobreviventes entrevistados pela imprensa francesa se dizem preocupados com o clima de aumento do preconceito contra a comunidade judaica na França.

O jornal Libération explica porque o campo de Auschwitz tornou-se tão emblemático. A historiadora Annette Wierviorka, é especialista da história dos judeus no século 20. Segundo ela, Auschwitz é o campo onde mais se exterminou judeus, mas, paradoxalmente, é também o campo com o maior número de sobreviventes dos horrores praticados pelo nazismo. No local, 1,1 milhão de pessoas, sobretudo judeus, morreram.

No dia da liberação pelos soldados soviéticos, 7 mil detentos ainda estavam presos no campo. Outro fato que contribui para que Auschwitz seja um símbolo do Holocausto é a grande concentração de diferentes nacionalidades. A historiadora relata que até judeus da Noruega foram presos nesse campo. "Isso mostra a radicalização do genocídio", avalia Wieviorka.

Combate pela memória

"Não esqueçamos jamais". Essa é a manchete do jornal Aujourd'hui en France que traz na capa uma foto do campo de Auschwitz coberto de neve. Para o jornal, hoje o combate dos sobreviventes é pela memória. Em 2005, na comemoração dos 60 anos da liberação do campo, 1.500 sobreviventes viajaram até a Polônia para o evento. Neste ano, eles serão, no máximo, cem. Hoje, as visitas guiadas ao campo feitas por sobreviventes também são cada vez mais raras. Por esse motivo, para os historiadores, o trabalho de pesquisa e de conservação da memória é tão importante.

Para manter viva a lembrança, Esther, uma sobrevivente do campo de 86 anos, conta sua história ao jornal. Ela foi enviada a Auschwitz em 1943, aos 15 anos, e teve toda a sua família exterminada. Durante muitos anos, ela não quis falar sobre os anos passados no campo. "Tinha vergonha de ter sobrevivido", disse ao jornal. Hoje, ela dá palestras em escolas, mas se diz pessimista com a alta do antissemitismo na França.

Sobrevivente de Auschwitz vê clima tenso na França

O jornal Le Figaro entrevistou Marceline Loridan-Ivens, 86 anos, diz também temer a alta de agressões e de discriminação contra judeus na França. Para a sobrevivente, que se tornou cineasta, não esquecer os horrores do nazismo é uma forma de proteger as gerações futuras. Marceline conta que, quando ainda era prisioneira em Auschwitz, outros prisioneiros falavam que ela tinha a obrigação de sobreviver para contar o que aconteceu.

 

 

 

 

 

 

 

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