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"Internet das Coisas" domina edição 2015 do CES

 
Os objetos conectados são a grande atração desta edição do CES REUTERS/Rick Wilking

Começou nesta terça-feira (6), em Las Vegas, a edição 2015 do CES (Consumer Electronics Show), um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Neste ano, os destaques são os novos gagdets, serviços e objetos eletrônicos que inauguram a nova era da chamada Internet das Coisas. O salão deve contar com 900 expositores e participantes do mundo todo, inclusive o Brasil.

Para entender o significado da expressão “Internet das Coisas”, basta pensar em um mundo de objetos do dia-a-dia conectados à Internet: relógios, camisetas, sapatos e sistemas de segurança caseiros que estão interligados e compartilham dados em tempo real. A mobilidade é a tônica desse novo mundo equipado, onde as telas de computador se tornarão obsoletas.

Essa nova realidade, que já é palpável, é um dos principais pilares da tecnologia, como explica Sérgio Miranda, o editor do site especializado Ponto Review, que está participando do CES em Las Vegas neste ano. “O foco é no desenvolvimento de produtos conectados que carreguem a informação: por exemplo, um forno que consegue puxar as receitas da Internet com toda a programação feita pelo celular. Esse é um dos principais motes do salão para este ano”, diz.

A maioria das empresas presentes apresentam os chamados ‘wearables' - a exemplo dos relógios ou óculos inteligentes. Apesar do Google Glass, grande promessa tecnológica, não ter feito o sucesso esperado, empresas como a Sony apostam em produtos inspirados no produto que se conectam à Internet e trazem funções como a geolocalização de um contato na rua em tempo real, por exemplo.

Outro destaque da feira será a automação residencial “plug and play”. “Hoje para se fazer uma automação residencial é preciso contratar uma empresa, tem todo um custo de desenvolvimento de aplicativos que você tem que instalar para conectar todos seus dispositivos em casa. A tendência é que empresas menores vão começar a trabalhar esse tipo de produto e torná-los mais acessíveis ao grande público", explica o especialista.

Apple não participa com lançamentos no CES

Os protótipos de TVs 8ks, de altíssima definição, também devem ganhar destaque no CES. “A resolução é tão alta que seria praticamente como olhar para a janela. Grandes marcas como Samsung e Panasonic deverão apresentar um protótipo de 8k para este ano”, prevê. Além disso, novos acessórios para smartphones e relógios conectados também terão destaque, mesmo que a Apple, como de costume, se abstenha de lançar novos produtos. "A Apple não tem stand, não deve aparecer ou enviar representantes ao salão, mas sempre está presente com produtos para Ipad, Mac, Iphone6. Deve ter uma enxurrada de capinhas e produtos."

A expectativa é de que também sejam lançados novos modelos de smartphones. A Samsung deve apresentar um novo protótipo e a Motorola, que conheceu um grande avanço no mercado brasileiro, também promete novos lançamentos. "Devem ser mais atualizações do que produtos temporários. O Iphone6 ainda está na crista da onda e há filas para comprar o aparelho, mesmo que ele tenha sido lançado em setembro. Uma outra tendência, diz Miranda, é o tablet que se transforma em notebook. "Não é uma perspectiva que vejo para a Apple, mas muita gente vai começar a correr atrás desse tipo de produto."

CES não é foco do Brasil, diz presidente da Associação Brasileira das start-ups

Apesar da CES ser um dos salões tecnológicos mais importantes do mundo, as start-ups brasileiras privilegiam a presença em outros eventos, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Start-Ups, Gustavo Caetano, CEO da empresa Samba Tech. “As start-ups brasileiras ainda não são fortes em hardwares e construção de gadgets. A maioria das empresas estão focadas em softwares, como é o nosso caso”, explica o executivo.

“Temos diversos setores no Brasil com problemas que oferecem grandes oportunidades. Estão surgindo várias empresas na área e educação e saúde, que as start-ups estão resolvendo de maneira inovadora e levando isso para outros países.” Um dos exemplos é o site Descomplica, de ensino médio, que já possui dois milhões de alunos. “É um modelo que deu certo no Brasil e vai se replicar fora”, diz.

 


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