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Na Indonésia, medo de terrorismo islâmico é maior do que o de novo tsunami

Na Indonésia, medo de terrorismo islâmico é maior do que o de novo tsunami
 
Soldados tailandeses montam guarda em frente ao memorial que relembra os 10 anos do tsunami que vitimou mais de 226 mil pessoas em vários países localizados na costa do Oceano Índico. REUTERS/Athit Perawongmetha

Nesta sexta-feira, o mundo lembra um triste aniversário, os 10 anos do tsunami que atingiu o sudeste da Ásia. Naquela manhã de 26 de dezembro de 2004, um tremor de terra no fundo do oceano Índico provocou uma série de ondas gigantescas em seis países, levando tudo o que encontrou pela frente - inclusive mais de 226 mil vidas. Mas para os visitantes estrangeiros, a passagem do tempo fez a tragédia ficar para trás.

Ano após ano, o turismo na região registra recordes de visitantes, que sequer perguntam sobre o risco de um novo tsunami, segundo Jean-François Rial, diretor da agência Voyageurs du Monde. “Ninguém mais tem medo de ir para lá. O medo migrou para o mundo árabe-muçulmano” constata. “Hoje, as pessoas não veem mais o menor problema em ir para a Tailândia ou a Indonésia por causa do risco de tsunami.”

Aos olhos dos turistas, o receio de uma nova catástrofe natural foi substituído pelo medo do terrorismo, em especial na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo. “Dez anos depois, os turistas e viajantes estrangeiros vêm à Indonésia com menos medo de tsunami do que de atentados terrorista. Agora, o terror do grupo Estado Islâmico está aí e faz as pessoas temerem ir a países muçulmanos, como a Indonésia”, afirma Dominique Clarisse, diretor da agência Azimuth, que mora há mais de 15 anos no país. “Acho que o tsunami ficou no passado e não percebo essa triste recordação como um fator que influencie a decisão das pessoas de virem ou não aqui.”

Recordes de visitantes

Esse temor, no entanto, não diminui o interesse dos turistas pela região – pelo contrário. Na Indonésia, o número de visitantes passou de 4 milhões ao ano, em 2005, para 9 milhões esperados neste ano, relata Clarisse. Na Tailândia, o boom de estrangeiros é ainda maior: o país recebeu 26 milhões de pessoas em 2013.

Para Rial, é justamente a ameaça terrorista em outros lugares que tem levado tantos turistas para o país. “A Tailândia até se transformou em um refúgio. Na medida em que os destinos como Egito, Jordânia, Marrocos e Tunísia foram abandonados, as pessoas procuram lugares alternativos e vão muito a países que elas acham mais seguros”, observa. “Os turistas têm procurado muito os Estados Unidos, o Canadá, Japão, a África do Sul, o Brasil, e também a Tailândia, considerada como um destino asiático moderno.”

Lembrança dolorosa

Baan Nam Khem, a cidade tailandesa mais afetada pelo desastre, não tem mais resquícios da passagem do tsunami e chegou a virar lugar de peregrinação. A população local, no entanto, não gosta quando os turistas tiram fotos sorridentes em frente a memoriais da tragédia, como relata um monge entrevistado pela RFI.

“O estado psicológico dos sobreviventes melhorou nos anos seguintes ao tsunami. Mas ninguém esqueceu. Eles sempre mantêm os olhos em direção ao mar, prontos para enfrentar o pior. No fundo, as vítimas continuam profundamente atingidas”, relata. “E hoje, cada vez mais, elas se questionam por que é preciso fazer uma cerimônia todos os anos para lembrar do tsunami.”

A cidade indonésia de Banda Aceh, o local mais devastado de toda a região, construiu um museu sobre a tragédia para esclarecer os turistas, mas também a população. “Para nós, morador de Banda Aceh, é um gigantesco desastre histórico. Este museu homenageia as centenas de milhares de mortos e nos ajuda a informar as pessoas, se um desastre como aquele voltar a se repetir. Com o material que mostramos aqui, nós podemos educar as pessoas”, explica o diretor do estabelecimento, Zuhardi Hatta.

A maioria das mortes pelo tsunami aconteceu na Indonésia, onde 170 mil pessoas perderam a vida na catástrofe.

 


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