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Países europeus começam a proibir aplicativo de táxis de luxo Uber

Países europeus começam a proibir aplicativo de táxis de luxo Uber
 
A Espanha proibiu a atuação do aplicativo UBER em seu território. REUTERS/Sergio Perez

O Uber, aplicativo de táxis de luxo que vem causando polêmica na Europa e no mundo, entrou na mira dos governos europeus. Depois da Bélgica e da Holanda, nesta semana foi a vez da Espanha proibir o serviço no país, gerando alívio entre taxistas e revolta entre os usuários.

Luisa Belchior, correspondente da RFI Brasil em Madri

O Uber é um aplicativo que nasceu nos Estados Unidos, dentro na lógica da economia colaborativa na internet. Isso porque sua proposta é apenas a fazer uma ponte entre motoristas e usuários. A lógica da empresa, no entanto, é ser um serviço de transporte mais exclusivo e caro que o de táxis comuns. Apenas carros de luxo e motoristas uniformizados com traje formal são aceitos para fazer parte do aplicativo, que permite aos usuários localizar o carro mais próximo de onde estiverem. Em troca, a plataforma recebe dos motoristas 20% do valor cobrado por cada corrida.

O grande problema foi que a companhia cresceu de uma forma muito veloz e acabou se tornando uma empresa fortemente estruturada e um meio de relações comerciais, além de uma forte concorrência aos táxis, segundo alegam esses profissionais na Europa e no mundo inteiro.

Batalhas judiciais

Atualmente, o Uber enfrenta batalhas judiciais em 80 países. O primeiro a aplicar uma sentença judicial contra o serviço na Europa foi a Bélgica, que em fevereiro proibiu o Uberpop, nome com o qual funciona o aplicativo. Nesta semana, a Holanda fez a mesma proibição e, no dia seguinte, a Espanha emitiu sentença similar.
Nesta sexta-feira, será a vez dos tribunais franceses julgarem se adotam a mesma proibição da Espanha.

O que a Justiça espanhola fez foi suspender cautelarmente todas as operações da empresa em território espanhol, incluídas as atividades empresariais do Uber, que tem forte presença em Madri e Barcelona.
A suspensão cautelar valerá enquanto o Tribunal de Justiça de Madri analisa uma denúncia da associacão madrilenha de taxistas, que alegam concorrência desleal, além de que os motoristas que integram o serviço não possuem licença para transportar passageiros.

Inimigo n° 1 dos taxistas

Os táxis são os grandes inimigos da companhia no mundo inteiro.
Em Paris, Madri, Barcelona e até cidades brasileiras como Rio e São Paulo já houve grandes paralisações de motoristas de táxi em protesto contra este serviço, que nasceu nos Estados Unidos e hoje atua em mais de 100 países.

O Uber já é muito utilizado no mundo inteiro.

Usuários no mundo todo

A adesão de milhões de usuários é o principal argumento da maioria dos processos que o Uber enfrenta. A decisão judicial gerou revolta nas redes sociais, onde usuários alegaram que a Justiça não pode interferir em uma economia colaborativa.

Mas, apesar da decisão, a empresa anunciou que o serviço continuará funcionando e tem recomendado a seus motoristas evitar algumas rotas específicas onde há mais chance de fiscalização. Na terça-feira, a companhia anunciou que vai assumir todas as multas aplicadas a seus motoristas na Espanha. Desde a decisão judicial, 56 condutores em Barcelona e 25 em Madri já receberam a infração por conduzirem pelo Uber.
A companhia também afirmou que vai recorrer da sentença judicial.

Sucesso crescente

Sim, este é o aspecto que mais chama a atenção em toda a polêmica do Uber. Porque paralelamente às proibições de governos e tribunais do mundo inteiro, o Uber vem crescendo muito no mercado. A empresa norte-americana teve seu valor duplicado em menos de seis meses, graças às apostas de investidores no aplicativo, e analistas econômicos o citam constantemente o aplicativo como um dos maiores e mais velozes caso de sucesso empresarial do último ano.

No ano passado, o Uber chegou ao Brasil.
 


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