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Brasil pode se beneficiar se esquerda vencer presidencial do Uruguai

Brasil pode se beneficiar se esquerda vencer presidencial do Uruguai
 
Candidato favorito à presidencial do Uruguai, Tabaré Vázquez faz seu último discurso em Montevidéu, em 27 de novembro de 2014. REUTERS/Andres Stapff

No próximo domingo, o Uruguai define quem vai governar o país por cinco anos a partir de 1 de março do ano que vem. Num país sem reeleição, as pesquisas indicam que o ex-presidente Tabaré Vázquez, de 74 anos, tem mais chances de retornar ao Poder que ele mesmo deixou ao seu sucessor, o atual presidente José Mujica.

Marcio Resende, correspondente da RFI Brasil

Essa dobradinha da esquerda garante a continuidade das atuais políticas sociais uruguaias que chamaram a atenção do mundo como o casamento homossexual e as legalizações do aborto e da maconha. Para o Brasil, significa a continuidade de um aliado da presidente Dilma Rousseff e o vizinho com quem o Brasil mais avança na integração regional.

Disputa eleitoral

Segundo as pesquisas de intenção de voto, o segundo turno das eleições uruguaias virou um jogo de cartas marcadas. O oficialismo da Frente Ampla deve continuar no governo por mais cinco anos, totalizando 15 anos desde que Tabaré Vázquez chegou ao poder em 2005.

Esse favoritismo é nítido também nas duas campanhas eleitorais. Enquanto o médico oncologista Tabaré Vázquez quer uma votação expressiva que lhe dê mais força para um novo mandato, o advogado Luis Lacalle Pou, filho do ex-presidente Luis Lacalle, demonstra abatimento. A sua campanha perdeu força. Nas ruas já nem se percebe aquele clima de disputa do tipo final de campeonato que se viu no primeiro turno em 26 de outubro, quando as pesquisas apontavam a um empate técnico no segundo turno.

O opositor Partido Nacional de Lacalle Pou apostou na juventude de 41 anos do seu candidato, no lema de uma renovação e na piora dos índices de Educação e de Segurança no Uruguai.

Já Tabaré Vázquez apoiou a sua campanha na melhoria dos índices sociais nos últimos 10 anos, quando a pobreza caiu de 39 a 11%, e no crescimento econômico, mesmo quando os gigantes vizinhos, Brasil e Argentina, estão estagnados ou encolhem.

Pesquisas de intenção de voto

Dizem que Tabaré Vázquez vai ganhar com 10 a 15 pontos de diferença. É muita diferença para uma disputa que vinha acirrada. O instituto Factum, por exemplo, indica que Tabaré Vázquez tem 52% dos votos enquanto Lacalle Pou possui 37%.

A verdade é que Tabaré Vázquez conseguiu mais votos do que esperava no primeiro turno e que Lacalle Pou conseguiu menos do que se projetava. O oficialismo conseguiu uma apertada, é verdade, mas maioria enfim no Parlamento, e a paridade tornou-se disparidade um mês depois. Mesmo que todos os 5% de indecisos e todos os 6% que dizem votar em branco ou nulo votem na oposição, Tabaré Vázquez continua na frente e ganha a eleição no domingo.

Impacto da eleição brasileira no favoritismo de Vázquez

É difícil medir isso, mas diversos analistas acreditam que o cenário seria muito mais disputado se Aécio Neves tivesse sido eleito no Brasil. Isso permitiria um fôlego à oposição no Uruguai e uma espécie de reflexo no espelho brasileiro: se a direita pôde derrotar o oficialismo no Brasil, um cenário eleitoral bastante semelhante ao uruguaio, por que não no Uruguai?

Mas Dilma Rousseff ganhou e isso pode ter ajudado a esfriar os ânimos até mesmo da militância opositora no Uruguai.

Com a vitória de Dilma Rousseff, o ex-presidente Tabaré Vázquez, mesmo que indiretamente, ganhou um bom cabo eleitoral. Depois da vitória de Dilma, o presidente José Mujica já esteve no Brasil exaltando a importância dessa vitória para a integração regional e essa visibilidade internacional de Mujica sempre ajudou o seu candidato internamente.

Para o Brasil, qual candidato seria melhor?

Para o Brasil do governo Dilma Rousseff, sem dúvida nenhuma Tabaré Vázquez. São aliados. A visão de política externa e comercial do Uruguai no atual governo é bastante parecida com a atual do Brasil. Prioridade para a integração regional como plataforma para a integração internacional.

Essa sintonia reflete-se hoje no chamado Grupo de Alto Nível, o GAN. Esse grupo bilateral é composto pelos ministros de todas as áreas dos dois governos. Periodicamente se reúnem para decidir questões pendentes na integração.

Essa agilidade política entre Brasil e Uruguai é simplesmente hoje a que permite os maiores e mais rápidos avanços na integração do Brasil com um vizinho.Brasil e Uruguai criaram, nos últimos anos, o modelo de integração que mais resultados tem dado na região.

 


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