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Falta papel e liberdade para imprensa da Venezuela

Falta papel e liberdade para imprensa da Venezuela
 
Jornal venezuelano da oposição "Tal Cual" só tem papel para imprimir por mais oito dias, até 23 de outubro de 2014. TalCual Digital

O panorama dos meios de comunicação na Venezuela vem ganhando novos contornos, seja pelas limitações jurídicas e econômicas impostas pelo governo, seja pelo surgimento de novos sites de notícias na Internet. O maior jornal da oposição pode fechar em alguns dias e as publicações favoráveis ao poder têm sido privilegiadas.

Elianah Jorge, correspondente da RFI Brasil em Caracas

A situação da imprensa aqui é delicada por diversos fatores. Um deles é a censura e a autocensura que jornalistas e meios de comunicação se impõem para evitar crises com o governo. Há também o estrangulamento econômico que limita a aquisição de materiais, seja de papel bobina ou peças para a modernização de redações ou estúdios. É o caso do jornal opositor “Tal Cual”, que tem papel para imprimir pelos próximos oito dias, e o da Rádio Caracas.

Há também o assédio judicial e fiscal. A Lei de Responsabilidade Social em Rádio, Televisão e Meios Eletrônicos, da Comissão Nacional de Telecomunicações – Conatel, é a diretriz que aponta o que convém ser ou não divulgado pelos meios de comunicação acessados no país. Recentemente, o portal argentino “Infobae” foi bloqueado aqui na Venezuela após divulgar fotos do corpo do deputado governista Robert Serra, que foi torturado e assassinado. Outra forma de controlar a imprensa é a compra de meios por empresas desconhecidas. É o caso do jornal mais antigo do país “El Universal” e do agora chamado Grupo Últimas Notícias, que publica o jornal de maior vendagem nacional, além do canal Globovisión, que antes da venda era vetado nos eventos oficiais. Jornalistas críticos ao governo foram demitidos porque os meios de comunicação onde eles trabalhavam preferiram não entrar em rota de colisão com o poder.

Privilégio para a comunicação do Estado

Causa impacto comparar um meio opositor com um governista porque a sensação é a de que estão noticiando sobre países diferentes. O jornal governista “Ciudad CCS”, cuja distribuição é gratuita, vem completo, isso é, sem restrição de páginas. Já “Tal Cual, que antes saía com 24 páginas, agora tem apenas 16, mas há meios chavistas críticos ao governo. É o caso do site “Aporrea”, que vem com matérias e artigos falando tanto favoravelmente sobre a Revolução Bolivariana mas também apontando as falhas do governo.

O analista político Nicmer Evans, que integra a corrente Marea Socialista do Partido Socialista Unido da Venezuela e escreve para o “Aporrea” teve a participação vetada em outros meios de comunicação, entre eles o recém-vendido “Últimas Notícias”. Enquanto algumas publicações, sobretudo no interior do país, estão em vias de extinção, o governo anunciou que serão criados mais dois jornais. Para a jornalista e deputada do PSUV, Tania Díaz, durante os 15 anos da Revolução não houve censura aos meios de comunicação. Para ela, a “Venezuela é um país onde existe tanta liberdade de expressão que às vezes chegam ao extremo”. Recentemente o presidente Nicolás Maduro passou o ministério da Comunicação para as mãos da engenheira Jacqueline Farias.

Notícias nas redes

A Internet tem sido o meio de comunicação mais procurado pelos venezuelanos, sobretudo a rede social Twitter, que é por onde as pessoas se atualizam sobre o que acontece no país. Na Venezuela, cerca de 4,2 milhões de usuários estão cadastrados nesta rede social. Há poucos dias, por exemplo, no Centro de Caracas, estava acontecendo um tiroteio e nenhum canal de TV noticiava o caso, enquanto que no Twitter o assunto já estava sendo abordado. Porém há perseguição também na internet. Ines Gonzaléz Árraga foi presa após publicar em seu perfil de Twitter mensagens contra o governo, sob a acusação de ultraje a funcionário público, ultraje violento e instigação violenta.

Outra forma comum por aqui para se informar também é a troca de mensagem de texto via celulares. Nas ruas as notícias também correm rápido. O venezuelano em geral tem sede de informação e sobretudo em um país onde tudo muda tão rápido, estar informado é considerado vital.

Sites

O jornalismo venezuelano tem se reinventado, buscando alternativas fora da mídia tradicional. Jornalistas reconhecidos foram para a internet e novos sites de comunicação têm sido criados. Por aqui esta migração não tem a ver com a modernização dos meios e sim como uma canalização de acordo com as necessidades impostas pela crise no setor. Pequenas publicações têm surgido para aproveitar estes espaços vagos, é o caso dos novos portais de notícias que buscam produzir reportagens sobre eventos nacionais e que estão na disputa pela audiência sem, no entanto, conseguir romper com a polarização política nos enfoques abordados.

 


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