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Manifestantes de Hong Kong resistem e tentam preservar o espaço público ocupado

Manifestantes de Hong Kong resistem e tentam preservar o espaço público ocupado
 
Pintor fazendo um quadro dos manifestantes instalados no meio da avenida de Hong Kong. 14/10/14 REUTERS/Carlos Barria

Nesta terça -feira (14), uma nova ação da polícia destruiu barricadas para liberar o trânsito em algumas das principais vias de Hong Kong. Manifestantes pró-democráticos ocupam há 17 dias áreas dessa região administrativa chinesa, incluindo as proximidades da sede do governo. A manutenção da ocupação levou os estudantes a improvisar medidas para preservar o espaço público e criar uma sala de aula a céu aberto.

Luiza Duarte, correspondente da RFI em Hong Kong

Os manifestantes querem eleições livres para o cargo máximo do governo de Hong Kong em 2017, sem a interferência de Pequim. O chefe do executivo local, Leung Chun Ying, suspendeu a promessa de negociações e reafirmou que a China não vai ceder às exigências de reforma eleitoral. As autoridades evitam agora o confronto direto, mas grupos opositores vêm provocando nos últimos dias enfrentamentos nas zonas ocupadas.

O movimento parece ter um forte apoio popular levando em conta as milhares de pessoas que já foram as ruas defender a reforma eleitoral na região. Mas muitos dos hongkongueses acham que a China é muito poderosa e que Hong Kong pertence a ela.

Grupos contrários ao movimento

Para esses habitantes, o protesto seria uma perda de tempo que não levará a nada. Coisa de jovens idealistas. Taxistas, comerciantes e mesmo alguns residentes acham que a ocupação já foi longe demais. Eles querem que a normalidade retorne à cidade de 7 milhões de habitantes, que está com suas principais ruas fechadas, há mais de 15 dias.

Líderes estudantis denunciam a ação de supostos grupos ligados a máfia chinesa. Segundo os estudantes, o governo chinês estaria pagando arruaceiros para descredibilizar e enfraquecer o movimento pacífico.

Os enfrentamentos até agora não provocaram nenhuma morte, apenas feridos leves. Em entrevista à RFI, um dos principais líderes do movimento, o jovem Joshua Wong, que completou ontem 18 anos, diz que é imprevisível quando a polícia pode decidir usar a força novamente para limpar as ruas.

Movimento estudantil

Os manifestantes são principalmente estudantes do ensino médio e também universitários. Eles têm em geral menos de 25 anos e é possível encontrar meninos e meninas de 13 anos com discurso político engajado. Muitos não são ligados a partido ou organização política. Armados com seus smartphones e tendo internet livre, ao contrário de seus vizinhos chineses, eles têm acesso a toda informação que circula na web. O inglês, herança da antiga administração britânica da região, ajuda nesta abertura internacional.

Tendo a implantação de uma democracia real em Hong Kong, graças ao voto direto como objetivo, eles montaram barracas nas ruas que cercam a sede do governo e também nos bairros de Causeway Bay e Mongkok. A indiferença do governo e o cancelamento das negociações fizeram o acampamento provisório durar mais que previsto e ganhar estrutura.

Manifestação pacífica e organizada

Estudantes em greve construíram uma sala de aula provisória em plena ocupação, para não ficar atrasados nos estudos. Os jovens instalaram a céu aberto biblioteca, ponto de recarga de celulares e computadores, espaço para estocar mantimentos, a maior parte vindos de doações. Eles ainda construíram obras de artes tendo o guarda-chuva como símbolo máximo da desobediência civil pacífica e cobriram ruas, passarelas e placas oficias de mensagens pró-democráticas.

Além da organização e calma, a preocupação com o espaço público chama a atenção. O lixo gerado é coletado e reciclado, há placas indicando banheiros, passagens improvisadas com voluntários para evitar acidentes e mensagens são pintadas no acho com tinta removível com água. A ocupação não tem data para acabar.


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