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UE pede ajuda a gigantes da Internet no combate ao jihadismo

UE pede ajuda a gigantes da Internet no combate ao jihadismo
 
Campanha #ISISmediablackout, do microblog Twitter, contra compartilhamento de todas as publicações do Estado Islâmico. Twitter.com

A União Europeia promete não poupar esforços para combater o terrorismo do grupo Estado Islâmico. Os ministros do Interior do bloco se reúnem nesta quinta-feira, em Luxemburgo, para coordenar suas estratégias antiterror. O encontro acontece um dia depois da Comissão Europeia pedir ajuda aos gigantes da Internet para lutar contra os jihadistas europeus.

Leticia Fonseca, correspondente da RFI Brasil em Bruxelas

A Internet tem sido um instrumento poderoso nas mãos dos jihadistas do grupo Estado Islâmico. A guerra na rede entre jihadistas, serviços de inteligência e plataformas de conteúdo é uma briga com fôlego de leão. O grupo Estado Islâmico tem recrutado jovens e veiculado vídeos atrozes das recentes execuções dos reféns ocidentais nas redes sociais.

Não seria possível combatê-los de maneira eficaz sem a ajuda das gigantes da Internet. Por essa razão, a comissária do Interior da UE, a sueca Cecília Malmström se reuniu ontem com integrantes da alta diretoria do Facebook, Twitter, Google e Microsoft. Bruxelas quer que essas empresas ajudem a detectar rapidamente a propaganda jihadista - vídeos e mensagens - nas redes sociais. As autoridades europeias pretendem criar um mecanismo de alerta, além de discutir a cooperação entre os gigantes da Internet e governos europeus para reprimir ainda mais as atividades online dos terroristas. Apesar do fechamento de algumas contas do grupo Estado Islâmico no Twitter e Facebook, as imagens e mensagens jihadistas continuam acessíveis na rede.

Interesse em cooperar

Vocês podem perguntar de existe interesse dessas empresas de cooperarem com a União Europeia.  Bem, apesar da maioria de sites utilizados pelos jihadistas serem de plataformas americanas, a União Europeia tem um certo poder sobre essas empresas sim. Este ano, por exemplo, o Google mudou o seu sistema de busca na Europa para evitar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Europeia. Recentemente, Bruxelas multou a Microsoft em US$ 730 milhões pela quebra de um acordo antitruste. Para o coordenador antiterror do bloco europeu, Gilles de Kerchove, o grupo Estado Islâmico sabe o que faz e domina muito bem este terrorismo virtual. Para convencer futuros integrantes, os vídeos mostram cenas bastante relaxadas do dia-a-dia dos combatentes para humanizar a propaganda jihadista, misturadas à imagens ultraviolentas. É a chamada revolução 2.0 dos jovens que fazem a guerra conectados nos smartphones.

Recrutamento de adolescentes

O recrutamento de adolescentes europeus pelo grupo Estado Islâmico é um motivo de preocupação crescente em Bruxelas. Nos últimos meses, estima-se que mais de 3 mil jovens europeus, quase todos muçulmanos de 2a. ou 3a. geração, passaram por campos de treinamento de combate na Síria e Iraque. Eles são franceses, britânicos, alemães, escandinavos, italianos, e não são apenas rapazes, há também muitas moças. O grande problema é que a maioria desses adolescentes quando retorna para seus países estão potencialmente prontos para praticar atos terroristas em solo europeu. É preciso entender que a radicalização desses jovens, criados na Europa, vai muito além da religião. Basicamente o que eles buscam é a aceitação que não encontram na sociedade onde vivem. São pessoas com problemas sociais e escolares, trabalham em subempregos ou estão desempregados. Enfim, são jovens extremamente frustados. Com certeza, pode-se dizer que o fracasso das políticas de integração racial na Europa incentivou bastante esse fenômeno de adesão à Jihad islâmica. Hoje, o grupo Estado Islâmico tem um exército com 8 mil integrantes na Síria e mais de 15 mil no Iraque.

Medidas contra o terrorismo

Após a reunião com os gigantes da Internet, os ministros do Interior da UE se reúnem nesta quinta-feira (9) para coordenar suas estratégias antirerror.

Bruxelas vai apresentar um documento com propostas como o registro europeu de passageiros para detectar nos aeroportos pessoas suspeitas de terrorismo. É um sistema que já está em vigor nos EUA, Canadá, Austrália e Grã-Bretanha. A França deverá adotá-lo a partir de 2016. Mas com certeza, o Cyberjihad e a maneira como o grupo Estado Islâmico tem conduzido sua guerra virtual são questões que vão estar no topo da agenda dos ministros do bloco europeu.

 


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