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Geral

Iraque diz que grupo Estado Islâmico planeja atentados nos metrôs de Paris e dos EUA

media Um dos alvos dos ataques do grupo Estado Islâmico seria o metrô de Nova York (foto). REUTERS/Lucas Jackson

O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, declarou nesta quinta-feira (25) que recebeu informações "confiáveis" de Bagdá de que o grupo ultrarradical Estado Islâmico estaria planejando atentados nos metrôs de Paris e dos Estados Unidos. A Casa Branca e o Eliseu, no entanto, dizem que não podem confirmar nenhuma suspeita de ataques terroristas até o momento.

Participante da Assembleia Geral da ONU, que está sendo realizada esta semana em Nova York, al-Abadi conversou com jornalistas norte-americanos a quem disse que autoridades iraquianas prenderam membros jihadistas. Eles estariam preparando ataques contra a França e nos Estados Unidos, de acordo com o premiê.

“Pedi nomes, detalhes, locais e datas. E as informações que recebi me parecem confiáveis”, declarou o primeiro-ministro iraquiano. “Eles estão planejando atentados nos metrôs de Paris e os Estados Unidos”, reiterou.

Sem confirmação

A Casa Branca disse não ter conhecimento de nenhuma suspeita de ataques terroristas contra os metrôs norte-americanos ou franceses. Mas afirmou que leva todo o tipo de ameaça a sério e examina as informações que recebe dos governos parceiros dos Estados Unidos.

Já a porta-voz do Conselho de Segurança dos Estados Unidos, Caitlin Hayden, declarou, por meio de um comunicado, que a conspiração não pode ser ratificada até que as informações das autoridades iraquianas sejam analisadas. “Vimos os relatos do primeiro-ministro al-Abadi. Mas não podemos confirmar tal complô. Para que isso pudesse ser feito, precisaríamos revisar todas as informações de nossos parceiros iraquianos”, ressaltou.

Metrô de Paris

O governo francês também diz desconhecer a existência de ameaças contra o metrô de Paris. “Os serviços franceses não dispõem, neste momento, de nenhum elemento que permita confirmar as declarações do primeiro-ministro iraquiano sobre ataques no metrô”, informou um comunicado da secretaria-geral da Defesa e da Segurança Nacional da França.

Um comunicado da presidência francesa também sublinhou que medidas reforçadas de segurança e vigilância “contra riscos terroristas” foram colocadas em prática antes mesmo do alerta de al-Abadi.

Mais cedo, após uma reunião do Conselho de Defesa, a França decidiu aumentar o número de países onde os franceses, sejam habitantes ou turistas, devem estar "altamente vigilantes". A lista conta com cerca de 40 nações, a maioria muçulmanas.

A medida foi motivada pelo assassinato do guia turístico e fotógrafo Hervé Gourdel, decapitado pelo movimento argelino "Soldados do Califado", filiado ao grupo Estado Islâmico. O grupo, que mantinha o francês como refém desde domingo, exigia que a França desistisse de participar da operação liderada pelos Estados Unidos, que bombardeia a Síria e o Iraque para conter o avanço dos jihadistas na região.

O Eliseu também anunciou que um plano de prevenção contra ataques terroristas em todo o território francês. As medidas “serão reforçadas nos lugares públicos e nos transportes”, informou o comunicado da presidência.

França bombardeia Iraque

As forças francesas realizaram hoje novos bombardeios no Iraque, anunciou o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll. A operação destruiu quatro hangares que armazenavam material militar e armas a cerca de 15 quilômetros da cidade de Fallujah.

De acordo com a organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos, cerca de 130 jihadistas estrangeiros e 12 sírios morreram nos ataques desde terça-feira, 84 deles fazem parte do grupo Estado Islâmico, 57 da frente al-Nosra, braço da Al-Qaeda. Os bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos também mataram 13 civis sírios.

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