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Coreia do Sul é primeiro passo para Francisco ter mais fiéis na Ásia

Coreia do Sul é primeiro passo para Francisco ter mais fiéis na Ásia
 
O Papa Francisco foi recebido nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2014, pela presidente Park Geun-Hye. REUTERS/Jung Yeon-Je/Pool

Nesta quinta-feira (14), o Papa Francisco chega à Coreia do Sul para uma visita de cinco dias. Essa é a primeira viagem de um Pontífice a um país asiático em 15 anos. O continente, que abriga metade da população mundial, tem apenas 3% de católicos e é o maior desafio para a Igreja nesse século.

Luiza Duarte, correspondente da RFI Brasil na Ásia

O Papa encontra a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye , na Casa Azul em Seul e realiza uma missa no World Cup Stadium. Na sexta-feira (15), dia da festa nacional da Coreia do Sul, o Papa vai beatificar 124 mártires mortos nos séculos XVIII e XIX, durante a implantação da religião no país. Em seguida, ele participa da 6ª Jornada da Juventude Católica Asiática, que deve reunir jovens do continente, certamente em um número muito menor do que os que estiveram no Rio de Janeiro, em julho de 2013, para a Jornada Mundial. A visita será encerrada na segunda-feira (18), com uma missa pela “Paz e a Reconciliação” na Catedral da capital, para a qual a vizinha Coreia do Norte foi convida. No entanto, Pyongyang recusou a proposta.

Cerca de 10% dos sul-coreanos são católicos, mas o país é considerado uma “terra fértil”, já que há um crescimento do número de batizados nas últimas quatro décadas. A Coreia do Sul possui um grande número de ateus e o budismo é a religião majoritária.

Desafio para o Vaticano

A Ásia, continente onde o catolicismo é pouco expressivo, é grande desafio atual para o Vaticano. Para sobreviver, a Igreja Católica não pode ignorar a Ásia e precisa crescer no continente. Depois da Coreia do Sul, o Papa Francisco já tem novas visitas agendadas. Ele vai até o Siri Lanka, em janeiro de 2015, e em seguida para as Filipinas, antiga colônia espanhola e único país majoritariamente católico da Ásia. São 78 milhões de fiéis, em 100 milhões de habitantes. O atual Pontífice pode ainda visitar o Japão ao longo do próximo ano.

Com a China, a Santa Sé não tem relações diplomáticas desde 1951, depois da chegada ao poder do Partido Comunista Chinês, oficialmente ateu. As tensões entre o governo chinês e o Vaticano persistem, mas parecem ser menores que em 1989, quando Pequim recusou deixar o avião levando o então Papa João Paulo II sobrevoar o país rumo à Coreia do Sul. Dessa vez, o Papa Francisco pôde atravessar o espaço aéreo chinês para alcançar seu destino. O protocolo da Santa Sé estabelece que o Papa faça votos a todos os países sobrevoados, logo o Pontífice vai se dirigir diretamente ao governo chinês.

A imprensa oficial chinesa anunciou na última semana, que a China pretende criar sua própria "teologia cristã", mais "adaptada a cultura local e ao socialismo". As tensões com o Vaticano são numerosas, incluindo casos de demolições de igrejas ocorridos este ano. O reforço do projeto de nacionalizar o catolicismo, graças a uma reinterpretação do texto católico sob o ponto de vista chinês, não deve facilitar uma aproximação.

Na China, onde há cerca de 12 milhões de católicos, igrejas não estão subordinadas à autoridade do líder da Igreja Católica e religiosos leais à Santa Sé sofrem perseguições. O Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), o Conselho Cristão da China e a Associação Patriótica Católica chinesa, organizações vinculadas ao governo, respondem pela prática católica no país e esta última nomeia os bispos sem o consentimento papal.

No final do mês de julho, a China condenou a publicação do relatório anual americano acusando o país de realizar "violações sistemáticas da liberdade religiosa". Especialistas acreditam que o país, que possui atualmente cerca de 58 milhões de protestantes, pode abrigar em 2030 a maior população cristã do mundo.
 


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