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Especialista explica porque Igreja Universal conquistou tanto espaço no Brasil

Especialista explica porque Igreja Universal conquistou tanto espaço no Brasil
 
O Templo de Salomão, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus. facebook.com/templodesalomao

A igreja Universal do Reino de Deus inaugura nesta quinta-feira (31) um novo espaço no bairro do Brás, em São Paulo. Batizado de Templo de Salomão, o projeto tem 74 mil m² de área construída e é quase quatro vezes maior que a Basílica de Aparecida. Várias personalidades políticas, entre elas a presidente brasileira Dilma Rousseff, estavam na lista de convidados para a cerimônia de inauguração. Especialista em religião ouvido pela RFI explica como a entidade fundada pelo bispo Edir Macedo conquistou tanto espaço no Brasil, em menos de 40 anos de existência.

Construído em quatro anos, o Templo de Salomão tem capacidade para acolher até 10 mil pessoas e custou R$ 680 milhões. Mas o gigantismo do projeto, pode ser sentido também na prestigiosa lista de convidados para sua inauguração, que conta com governadores, ministros, juízes, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e até a chefe de Estado.

“Esse é um grande símbolo da potência das igrejas pentecostais e dos evangélicos no Brasil”, comenta Andrew Chesnut, diretor de Estudos Católicos da Virginia Commonwealth University. Mas no caso da Universal, ele ressalta a rapidez com que a instituição ganhou espaço no panorama brasileiro. “É impressionante, pois a igreja nasceu apenas em 1977 e hoje já é a segunda denominação evangélica do país, perdendo apenas para a Assembleia de Deus, que tem mais de 10 milhões de membros espalhados pelo mundo”, analisa o professor, que é autor do livro Born Again in Brazil: The Pentecostal Boom and the Pathogens of Poverty.

O fato de que representantes políticos participem da inauguração não surpreende o especialista. Para ele, não há dúvidas de que muitos estejam aproveitando o calendário atual no Brasil, com a aproximação das eleições, para angariar votos entre os fieis.

Mas Chesnut também chama a atenção para a mudança de relação entre as igrejas e o Partido dos Trabalhadores (PT). “Eu me lembro que, em 1993, quando morei no Brasil, os evangélicos denunciavam o PT, considerando os membros do partido como comunistas, que iriam colocá-los em campos de concentração. Então essa transformação  rápida de muitos evangélicos, e principalmente da igreja Universal, em aliados do PT  é impressionante. Mesmo que muitos membros do partido não compartilhem a fé dos evangélicos, (essa aproximação) mostra a grande potência das igrejas”.

Referências ao judaísmo e escândalo administrativo

O Templo de Salomão foi alvo de várias polêmicas antes mesmo de sua abertura. A mais recente diz respeito a uma denúncia de que os gestores do projeto teriam burlado uma licença de construção para erguer o complexo. Se a fraude for confirmada, a Universal pode até ser obrigada a demolir uma parte da obra.

Outro fato que tem suscitado comentários é a quantidade de referências ao judaísmo no templo. Principalmente depois que a imprensa brasileira informou que o prédio teria sido construído com pedras importadas de Israel e que menorás (candelabros de sete braços tradicionais dos judeus) decoram o espaço.

Para Chesnut, isso faz parte da estratégia de inovação da Universal. “Todas as igrejas evangélicas, no Brasil e nas Américas, têm uma forte ligação com Israel e o povo judaico. Mas Edir Macedo, o líder máximo da Universal, está inovando. Outro dia eu vi fotos dele usando uma quipá. O que, combinado com sua barba, fazia pensar em um rabino”, relata o professor. “Ele é muito esperto no marketing e acho que isso é outro tipo de marketing que distingue a Universal das demais igrejas evangélicas”, comenta. “Para atrair mais fieis, os pastores têm que inovar e isso mostra que Macedo é um gênio na invenção de novos 'produtos religiosos'”, finaliza.


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