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Banco do Brics em Xangai deve beneficiar a China

Banco do Brics em Xangai deve beneficiar a China
 
A presidente Dilma Rousseff, ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, nesta quarta-feira, em Brasília, durante o segundo dia da cúpula dos Brics, em Brasília. REUTERS/Ueslei Marcelino

A criação de um banco do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, deve beneficiar a economia chinesa. A instituição, que será sediada em Xangai, é apresentada como uma alternativa ao sistema financeiro internacional, dominado até agora por europeus e norte-americanos. O projeto foi lançado durante a reunião de cúpula do bloco em Fortaleza.

Correspondente da RFI em Hong Kong

A decisão da instalação da sede dessa nova instituição financeira na cidade de Xangai favorece a China. O país asiático, detentor da maior reserva cambial do mundo, será o principal financiador do fundo de socorro para nações em dificuldade financeira, criado na mesma data. O capital inicial do banco será de U$ 50 bilhões, US$ 10 bilhões vindos de cada país membro, mas pode ser expandido no futuro, principalmente se outras nações, como México, Turquia, Nigéria e Indonésia, se tornarem parceiras.

Já o fundo contará com US$ 41 bilhões vindos da China, do total de US$ 100 bilhões previstos. Muitos analistas alertam que esse pode ser um novo espaço de influência chinesa. O país pode acabar guiando a ação da instituição, por ter maior peso econômico.

A fundação do banco foi recebida de forma positiva por Pequim. De acordo com um comunicado publicado na quarta-feira (16) pelo ministério chinês das Finanças, a nova instituição financeira pretende estimular a recuperação econômica global e impulsionar o crescimento a longo prazo, financiando projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Outra razão apontada para a criação do banco é o fortalecimento de um sistema financeiro no qual o dólar seja dispensável. Pequim tem ambições de estabelecer o yuan como a moeda oficial da instituição.

Por enquanto, as transações vão ocorrer por meio da permuta de divisas entre os bancos centrais do Brics. O mecanismo pode reagir rapidamente à saída de capitais e deve estar operacional até 2016.

Reforma do FMI

O banco do Brics também aparece como uma resposta ao bloqueio das reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI), solicitadas por países emergentes, que buscam maior representatividade dentro do cenário financeiro. Enquanto as principais organizações existentes, como o FMI e o Banco Mundial, seguem dominadas por norte-americanos e europeus, os Brics, que hoje somam um quinto do PIB global e 40% da população mundial, mostram que podem criar uma nova instituição para atender seus interesses.


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