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Manifestações em todo o mundo pedem a paz na Faixa de Gaza

Manifestações em todo o mundo pedem a paz na Faixa de Gaza
 
6000 pessoas manifestaram em Lyon contra os ataques de Israel à Faixa de Gaza neste sábado, 12 de julho. Facebook/ Coletivo 69

As discussões sobre o conflito entre israelenses e palestinos, que deixou cerca de 200 mortos e 1.300 feridos em apenas uma semana, saíram do plano diplomático e vem mobilizando a opinião pública de forma inédita. Em grandes cidades do mundo ocidental, como Los Angeles, Nova York, Sydney, Londres e Paris, manifestações reuniram milhares de defensores da paz na Faixa de Gaza. As redes sociais também foram invadidas por debates sobre a questão da paz na Faixa de Gaza.

O Brasil participa da mobilização com vários atos previstos em diversas cidades esta semana, entre elas, Campinas, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, entre outras. Na capital paulista, o Movimento Palestina para Todos realizou ontem uma vigília na Praça Cinquentenário de Israel. Um grande ato unificado, planejado por dezenas de organizações, também está programado para o próximo sábado (19) em São Paulo.

Um dos organizadores da manifestação de ontem em São Paulo, Hasan Varis, acredita que a sociedade civil foi sensibilizada pela questão palestina. “Acho que chegamos em um momento em que o mundo quer dar um basta nesta situação. Acredito que isso se deve ao acúmulo de ofensivas de Israel: a cada três, quatro anos, os israelenses atacam os palestinos”, explica.

A coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino, Soraya Misleh, é uma das organizadoras do grande ato unificado de sábado em São Paulo. Para ela, a continuidade deste movimento é essencial. “A mobilização está crescendo cada vez mais, mas essa solidariedade internacional precisa ser contínua, já que o que acontece este momento em Gaza não é uma situação isolada; os palestinos sofrem com essa situação há 66 anos”, analisa.

Apoio nas redes sociais

Nas redes sociais, o apoio aos palestinos também é intenso. Centenas de grupos de solidariedade foram criados em várias línguas no Facebook. Já no Twitter, as hashtags #HelpGaza estão entre as mais utilizadas no microblog.

A mestranda em Estudos Árabes e Judaicos do Departamento de Letras Orientais da USP, Luciana Garcia, acredita que as novas tecnologias facilitam a mobilização. “Hoje é muito difícil esconder violações de direitos humanos. As novas tecnologias, a internet e os telefones celulares também contribuem para esses flagrantes de irregularidades na Faixa de Gaza e na Cisjordânia”, sinaliza.

América Latina condena a ofensiva

No plano político, países da América Latina vem condenando a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. O México criticou o uso da força e a operação militar israelense. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, também classificou a ofensiva de “guerra de exterminação” do povo palestino.

O presidente Evo Morales adotou o mesmo tom e pediu que as Nações Unidas abram um processo de “crime contra a humanidade”. Já o Uruguai condenou a “resposta desproporcional” dos israelenses aos ataques da organização Hamas, enquanto o Equador pediu “o fim imediato das hostilidades”.

Apoio dos Estados Unidos e da União Europeia

O cientista político da USP especializado no conflito israelo-palestino, Samuel Feldberg, lembra, no entanto, que Israel conta com o importante apoio dos Estados Unidos e da União Europeia. “Isso deriva da origem desta nova etapa do conflito, que foi o sequestro dos três jovens israelenses na Cisjordânia. Então, a comunidade internacional reconhece que essa onda de violência tem origem em ato ilícito de uma organização terrorista”, aponta.

Para ele, o maior empecilho no processo de negociação de paz e a tentativa de cessar-fogo desta terça-feira (15) entre israelenses e palestinos foi o desequilíbrio das propostas feitas pelo Egito, que atua como mediador entre as duas partes. “Enquanto o cessar-fogo proposto pelo Egito atende às necessidade e aos interesses de uma boa parte de Israel, nenhum dos itens da trégua atendia às exigências que o Hamas vem fazendo”, ressalta.

De acordo com Feldberg, há dois possíveis cenários para o conflito na Faixa de Gaza neste momento: a continuação dos ataques entre os dois lados no mesmo ritmo atual ou uma escalada de violência, caso Israel resolva colocar em ação 40 mil soldados em uma ofensiva terrestre.


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