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Crise econômica estimulou obesidade no mundo, constata estudo

Crise econômica estimulou obesidade no mundo, constata estudo
 
A mudança dos hábitos alimentares da população tem provocado o aumento da obesidade no mundo. Flickr/olros

A crise econômica que atingiu o mundo em 2008 teve repercussões negativas também na saúde da população. Vários estudos apresentados no final de maio constataram que o consumo de alimentos de baixa qualidade, ligado à precariedade financeira, provocou um aumento de peso generalizado. Atualmente 2,1 bilhões de pessoas estão acima do peso no mundo e os países em desenvolvimento são cada vez mais atingidos pelo fenômeno. O Brasil está entre as cinco nações mais afetadas.

De acordo um estudo do Instituto de avaliação da saúde da Universidade de Washington, os Estados Unidos continuam no topo do ranking dos países que mais sofrem com a obesidade, seguidos pela China, Índia, Rússia e o Brasil. A pesquisa, publicada na revista científica Lancet analisou 188 países.

Já a OCDE (Organização de cooperação e desenvolvimento econômico) aproveitou o Congresso europeu sobre a obesidade, no final de maio na Bulgária, para divulgar sua análise sobre os hábitos alimentares da população dos 34 países do grupo. Segundo o documento, em 1980 menos de 10% dos adultos do bloco eram considerados obesos, uma situação que já atinge 18% das pessoas atualmente. O relatório ressalta que a progressão da obesidade foi mais lenta nos últimos cinco anos. No entanto, desde a crise financeira de 2008, alguns dos países mais atingidos pelo contexto econômico negativo viram o número de pessoas acima do peso aumentar.

Para o nutricionista Nuno Borges, professor na faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, esse fenômeno já era notado há algum tempo. “Nós não temos a certeza de que foi a crise que tornou as pessoas mais gordas, mas sabemos que as pessoas das classes sociais mais baixas são aquelas que estão mais expostas à esse problema e que têm os maiores índices de obesidade”, pondera. O especialista, que também faz parte da Associação Portuguesa de Nutricionistas, confirma que a mudança de hábitos alimentares, apontada como uma das responsáveis por essa tendência, também tem razões econômicas. “Isso tem uma relação com as escolhas alimentares. Comidas mais baratas e menos ricas do ponto de vista nutricional, mas muito densas em gorduras e açúcar são as comidas baratas, que acabam tendo impacto no peso.”

Essa constatação também foi levantada pela OCDE. Segundo o estudo, entre 2007 e 2009, cada vez que a taxa de desemprego nos Estados Unidos aumentou 1%, o consumo de frutas e legumes caiu 5,6%. No Reino Unido, entre 2008 e 2009, no auge da crise, os gastos alimentares em valores reais diminuíram 8,5%, mas a queda praticamente não teve impacto no consumo de calorias, que permaneceu em alta durante esse período.

Brasil

Já o Brasil, que passou pela crise econômica de 2008 sem grandes impactos, vive o mesmo fenômeno, mas por outras razões. “A obesidade no país vem se aproximando paulatinamente dos números dos países desenvolvidos. Ela teve um aumento nos últimos anos depois da melhora no poder de compra das classes mais baixas”, explica o médico Mário Kedhi Carrar, presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Para ele, a falta de informação faz com que essa camada da população consuma principalmente alimentos industrializados, com pouco valor nutritivo.

Crianças cada vez mais atingidas

Os pesquisadores da Universidade de Washington confirmam a tendência de aumento de peso na população e também chamam a atenção para a situação entre as crianças. A instituição explica que entre 1980 e 2013, o número de crianças e adolescentes obesos ou acima do peso aumentou 50%.

O problema já atinge 22% das meninas e 24% dos meninos nos países desenvolvidos e 13% de ambos os sexos nos países em desenvolvimento. A Grécia, que ainda sofre com a crise econômica, é o país com o maior número de crianças acima do peso entre os membros da OCDE. Os gregos são seguidos pela Itália, Nova Zelândia, Eslovênia, Estados Unidos, México e Hungria. O nutricionista Nuno Borges lembra que o alto nível de sedentarismo dessa parte da população também tem um impacto importante nas estatísticas.

Países em desenvolvimento

Outro dado que chama a atenção nos estudos recentes é a presença cada vez maior dos países em desenvolvimento no ranking da obesidade. Em nações como Egito, Líbia, Arábia Saudita, Omã, Barein ou Kuwait, 70% da mulheres de mais de 20 anos são obesas. Os índices são mais elevados que nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália, onde esse número é de pouco mais de 60%.

Já na América Latina essa tendência é sentida principalmente no México, El Salvador, Costa Rica, Honduras, Chile e Paraguai. Na ilhas do pacífico (Tonga, Kiribati e Samoa), mais de 80% da população de mais de 20 anos de idade está acima do peso.


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