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Estrada Real feita de bicicleta é tema de exposição de fotos na França

Estrada Real feita de bicicleta é tema de exposição de fotos na França
 
Mapa da Estrada Real Mathieu Gillot/ Viviane Fuentes

A aventura do casal franco-brasileiro Viviane Fuentes e Mathieu Gillot, que percorreu 650 quilômetros da Estrada Real com uma bibicleta de dois lugares, virou tema de uma exposição de fotografias na cidade de Marcoussis, na região de Paris. Essa é uma das iniciativas que buscam satisfazer a curiosidade de muitos franceses em conhecer outras facetas do país da Copa que vão além dos tradicionais cartões-postais como Rio de Janeiro e Amazônia.

A exposição montada pela Mediateca de Marcoussis exibe um conjunto de 35 fotografias, dispostas em ordem cronológica, que resume uma viagem de nove dias que começou em Ouro Preto, interior de Minas Gerais, e terminou em Parati.

“O começo foi uma verdadeira aventura porque decidimos em uma semana fazer a viagem”, lembra Mathieu, que aproveitou a ideia para testar o modelo de bicicleta “tandem”, de dois assentos, construído pela sua empresa em São Paulo.

O itinerário escolhido pelo casal teve como base o diário de um ciclista que havia percorrido a estrada e registrado sua experiência. Mas já no segundo dia, o trajeto copiado não foi mais seguido.

Em determinado momento a dupla se perdeu no sertão mineiro, o único momento de tensão que ficou na memória do casal. “É engraçado se perder no sertão de Minas Gerais. A forma como eles te instruem para chegar num lugar é assim: a senhora passa dois tomateiros e vira ali naquela macieira e segue até o vilarejo dos Melo”, conta sorrindo Viviane.

“Não tínhamos GPS, não havia placa nem nada. Era terra, não tinha estrada. Quando a gente se perdeu foi difícil porque não tinha ninguém”, lembra. “Nesse dia foi duro, nós pedalamos 90 quilômetros até encontrar um lugar para dormir, descansar para continuar no dia seguinte”, contou.

“O que mais me marcou foi o aspecto da improvisação, e em segundo lugar, a extensão das paisagens. A Estrada Real não é foi cartografada. Nos perdemos um pouco, mas sempre tínhamos um final feliz”, diz Mathieu.

Agradar o olhar dos franceses

A exposição retrata a aventura do casal que decidiu fazer pedalando, carregando 35 quilos de bagagem, um dos roteiros mais conhecidos e importantes do Brasil colonial. No século 18, a rota era usada pela coroa portuguesa para levar ouro e diamantes do interior de Minas Gerais para a Europa.

“O caminho da Estrada Real é um pouco mítico no Brasil. Existe a instituição Estrada Real que o mapeou, mas existem outros caminhos que seriam ou são a Estrada Real que é a saída do ouro de Ouro Preto até Parati”, explica Viviane.

A exposição contempla principalmente as paisagens dos três estados percorridos pela dupla, São Paulo, Rio de Janeiro e principalmente Minas Gerais, estado que representa 80% da viagem, segundo os cálculos de Viviane.

O trajeto, feito em 2005, foi registrado em vídeo, fotografias e documentado em um blog

Para a exposição na Mediateca de Marcoussis, foi preciso selecionar apenas 35 de um total de 1.500 fotografias feitas de uma máquina digital usada por Viviane e outra analógica, preferida por Mathieu.

“Nós temos um olhar diferente e complementar sobre as fotos. O Mathieu é mais ‘grande angular’ e eu busco mais os detalhes. Isso enriquece a exposição, esses olhares diferentes de duas pessoas que estiveram no mesmo lugar mas olhando para uma mesma paisagem de maneira diferente”, afirma. Amigos ajudaram na curadoria para identificar os temas que mais poderiam agradar o olhar e despertar o interesse dos franceses.

“A gente queria contar o dia a dia desses nove dias de viagem, então escolhemos duas ou três fotos de cada um desses dias e que pudessem agradar o público francês. Eu tentei escolher paisagens que não fossem comuns na França”, diz Viviane.

Um exemplo é uma paisagem bucólica da Serra de Cunha entre Guará e Parati que é um dos destaques da exposição. “Eu não colocaria essa foto, porque para mim talvez seja um lugar-comum. Mas a paisagem do vale e das montanhas, tipicamente de interior, é algo que chama a atenção por aqui”, afirma.

“É uma exposição que faz os franceses sonharem. Eles ficam surpresos com o que veem. As pessoas ficam impressionados com a riqueza das fotos e dos detalhes de um Brasil que eles não conhecem e que é diferente dos cartões-postais clássicos”, acrescentou.

A exposição foi inaugurada em 20 de maio e fica em cartaz até o dia 8 de junho.
 


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