Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/11 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/11 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/11 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/11 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/11 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Paleontólogos brasileiros descobrem crocodilo pré-histórico

 Paleontólogos brasileiros descobrem crocodilo pré-histórico
 
Esqueleto do Aplestosuchus sordidus, crocodilo pré-histórico do período Cretáceo, fóssil descoberto na região de General Salgado, no noroeste do Estado de São Paulo. plosone.org

Uma dupla de paleontólogos brasileiros descobriu uma nova espécie de crocodilo, que viveu há pelo menos 70 milhões de anos atrás. A descoberta ainda é mais surpreendente porque, dentro dos restos da barriga do bicho, os cientistas encontraram um outro crocodilo menor.

O crocodilo da época dos dinossauros foi achado no município de General Salgado, a 545 quilômetros de São Paulo, e  batizado de Aplestosuchus sordidus (crocodilo insaciável sórdido). A pesquisa foi publicada na revista especializada PLos ONE. O animal pré-histórico, segundo os pesquisadores, media 2,3 metros de comprimento, e a presa, 55 centímetros.

A região, diz o palenteólogo Max Langer, um dos responsáveis pela descoberta, é rica em fósseis. A equipe já fez outras descobertas importantes, mas é a primeira vez que um animal é achado dentro do outro.

"Já sabemos quais são as rochas onde existem fósseis e fazemos uma varredura, andando mesmo, olhando, encontrando vestígios e fragmentos. Neste caso, achamos uma parte do crânio, com o focinho apontando. Foi aí que fizemos a escavação para retirar o esqueleto. Naquele momento, não tínhamos a menor ideia que tinha um bicho na cavidade abdominal do outro", explica Max.

De acordo com ele, as duas espécies de crocodilos são diferentes, o que descarta a hipótese de canibalismo. Esse dado ajudou a equipe a analisar a cadeia alimentar na época do chamado período Cretáceo. "Trata-se de um animal mais terrestre do que os jacarés atuais. Ele era mais ativo, com os dentes achatados lateralmente" descreve Langer. A presa, diz o paleontólogo, era provalvelmente um crocodilo onívoro, o que não existe atualmente.

A grande novidade da descoberta, explica Langer, é "o fato de um ter se alimentado do outro", e não a espécie em si, já que o grupo já era conhecido. "O mais impactante é que este foi o primeiro caso em que conteúdos estomacais de um jacaré fóssil foram identificados." Na verdade, ele ressalta, tudo o que os jacarés comem é digerido no estômago,  extremamente ácido. "Como a digestão é muito rápida, é muito difícil haver a preservação de qualquer coisa."

Retirada de fósseis levou mais de um ano

O estudo também é assinado por Pedro Godoy, mestrando da USP de Ribeirão Preto. Ele conta que, entre a descoberta e a confirmação de uma nova espécie foi necessário quase um ano. Um trabalho minucioso e de extrema paciência. "Para conseguir preparar e retirar o material, no caso o corpo inteiro do bicho, é demorado. O bloco rochoso tem entre um e dois metros e depois desse tempo de preparação procuramos na literatura se existe um caso parecido e só então escrevemos o artigo científico."

Para ouvir o programa completo, clique em "Ouvir."
 

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.