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Geral

Número de torcedores franceses que vai para a Copa no Brasil é recorde

media Torcedores franceses no Stade de France no dia da qualificação da França para a Copa do Mundo. 19/10/14

Contagem regressiva para a Copa no Brasil. Mas, a julgar pelos jornais franceses, a poucos dias do pontapé inicial, o clima entre os torcedores franceses e os torcedores brasileiros é bem diferente.

Segundo o jornal Aujourd'hui en France, a empolgação dos franceses com a Copa do Mundo é histórica. Nunca um número tão grande se deslocou para um torneio de futebol que acontece a 10 mil quilômetros do país. Na África do Sul, 6 mil franceses viajaram para a Copa. No Mundial do Japão e da Coreia do Sul, foram 8 mil. E agora, para o Brasil, eles serão 17 mil - um recorde. Agências que fizeram pacotes específicos para a Copa comemoram o sucesso. Um pacote com 5 diárias de hotel, passagem e ingresso custa, em média, € 2.900 (cerca de R$ 9.000). E, segundo profissionais de turismo, eles foram vendidos rapidamente.

Motivos para a empolgação

O primeiro motivo para tanto entusiasmo dos franceses é o "fator Brasil". O país continua a ser uma viagem dos sonhos para muitos franceses. O outro é a organização da Federação Francesa de Futebol que promete dar "todo apoio" aos torcedores franceses e não deixá-los abandonados. Para isso, a entidade vai construir nas cidades onde na França vai jogar "a casa azul", um lounge para beber uns drinques, ver os jogos e torcer. E o melhor: a entrada nesses locais é gratuita.

Copa com gosto amargo

Já para o jornal econômico Les Echos: "Em São Paulo, a Copa tem um gosto amargo". Esse é o título de uma reportagem que aparece com destaque na primeira página. Thierry Ogier, correspondente do jornal no Brasil, acompanhou as últimas manifestações em São Paulo e tenta fazer um balanço do clima social no país. Para o jornalista, a três semanas do começo do Mundial, a tensão social não perde força. Ao contrário, as manifestações têm um tom cada vez mais político e colocam a presidente Dilma Rousseff sob pressão.

Na avaliação do diário, é emblemático o ativismo do  Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que elegeu a construção da Arena Corinthians como símbolo do desperdício de dinheiro público. O palco da abertura da Copa custou R$ 1,2 bilhão. "Com esse dinheiro, dava pra construir casas para todos aqui", diz um dos líderes do movimento ao jornal.

Segundo Les Echos, as manifestações que aconteceram durante a Copa das Confederações no ano passado foram um teste para a Copa e também para a popularidade da presidente. Na época, Dilma disse ter ouvido a voz do povo.

Resposta de Dilma deixa a desejar

 O referendo sobre a reforma política, uma das promessas da presidente feitas no calor dos protestos no ano passado, simplesmente desapareceu da agenda. Quanto ao "pacto de mobilidade urbana", também pouco ou nada se sabe.

As obras para a Copa do Mundo, que deveriam deixar um legado de boas infraestruturas para os brasileiros, também são questionáveis. A modernização de vários os aeroportos, como o de Viracopos, em São Paulo, por exemplo, está longe de ser concluída. Segundo dados da imprensa local, diz o jornal Les Echos, menos da metade dos objetivos prometidos foram cumpridos.

Diante de tudo isso, a sorte está lançada. Será que os brasileiros vão se empolgar nessa reta final da Copa? Essa é a pergunta feita pelo jornal. Les Echos conclui que a "febre da Copa" começa a se espalhar pelo Brasil. 

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