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Geral

Yves Saint Laurent renasce no festival de cinema de Cannes

media O filme de Bertrand Bonello conta com a interpretação de Gaspard Ulliel na pele de Yves Saint Laurent para conquistar a Palma de Ouro em Cannes.

O Festival de Cannes apresenta neste sábado (17) “Saint Laurent”, de Bertrand Bonello. Primeiro concorrente francês a ser projetado na disputa pela Palma de Ouro, o filme tenta entender a personalidade complexa e o processo de criação de um dos maiores gênios da moda mundial. Este é o segundo filme sobre a vida do costureiro apenas neste ano. 

O diretor Bertrand Bonello, que esteve em Cannes em 2011 com o filme “L'Apollonide", sobe as escadarias do festival neste sábado com um duplo desafio : estrear a participação francesa na competição oficial pela Palma de Ouro e apresentar o segundo filme do ano sobre um dos mitos do mundo das passarelas. Para isso, o cineasta conta com a interpretação de Gaspard Ulliel, que se transformou para encarnar Yves Saint Laurent, e um elenco completado por Jérémie Rénier, na pele de Pierre Bergé, companheiro do costureiro, e várias outras figuras carimbadas do panorama cinematográfico francês.

A trama de Bonello se concentra em apenas uma década da vida de Saint Laurent, entre 1967 e 1976, considerada uma das fases mais tumultuadas de sua história. Se nas passarelas essa época é marcada pelas coleções “Saariana” (1968), “Anos 40” (1971), “Balé russo” (1976) e pela consolidação de sua linha de prêt-a-porter Rive Gauche, criada em 1966, no plano pessoal o costureiro começa a se afundar no álcool e nas drogas. O caso com Jacques de Bascher (interpretado por Louis Garrel), ex-amante de Karl Lagerfeld, que parece ter balançado para sempre seu relacionamento com Pierre Bergé, mas também com o atual diretor criativo da Chanel, também data desse período.

Fugindo das tendências atuais, o cineasta preferiu rodar o filme em 35 mm, para tentar reproduzir as nuances das texturas e das cores dos tecidos e peles usados nas criações do mestre. “Seria uma aberração fazer um filme sobre Saint Laurent usando o formato digital”, explica o diretor, que queria criar uma “sensação orgânica” com sua obra.

Já Ulliel, que ganhou fama internacional com filmes como Hannibal Rising, parece ter se divertido com o desafio de entender a personalidade complexa do costureiro. O ator diz que foi convencido pelo fato de que o projeto não é um filme biográfico clássico, e sim “uma odisseia dentro da cabeça de um estilista e de seu processo criativo”.

Polêmica antes mesmo das gravações

O filme de Bonello já é alvo de polêmicas bem antes de sua projeção em Cannes. Apresentado na Riviera Francesa cinco meses após a estreia nos cinemas de um outro filme sobre o estilista (“Yves Saint Laurent”, dirigido por Jalil Lespert), a trama que concorre à Palma de Ouro foi produzida sem o apoio de Pierre Bergé. O empresário, que detém os direitos sobre todo o acervo do costureiro, criticou o fato de que o projeto foi lançado sem seu aval e bloqueou a consulta aos arquivos da Maison. “Nós não tivemos acesso à nada, nem mesmo uma camisa!”, contou Eric Altmayer, um dos produtores do filme.

Fica agora o suspense para saber qual das duas versões da vida do mestre vai conquistar o público. Se o filme de Lespert, com os impressionantes Pierre Niney e Guillaume Gallienne na pele de Saint Laurent e Berger, respectivamente, foi muito bem recebido no mundo da moda, mas teve críticas mais mornas, a trama de Bonello conta com a polêmica e uma seleção de atores conhecidos do grande público. Assim como em 2008 e 2009, quando Coco Chanel ganhou duas biografias nas telonas, a disputa entre as duas visões de Saint Laurent deve ser um dos principais assuntos durante a próxima Fashion Week parisiense, em outubro, quando "Saint Laurent" estreia nos cinemas.

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