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Itália quer mais ajuda da UE para evitar mortes de clandestinos

Itália quer mais ajuda da UE para evitar mortes de clandestinos
 
Milhares de imigrantes clandestinos tentam alcançar a ilha italiana de Lampedusa, porta de entrada para a Europa. REUTERS/Alessandro Bianchi/Files

Mais um barco com imigrantes naufragou no Mar Mediterrâneo na segunda-feira (12) entre a Líbia e o sul da ilha siciliana de Lampedusa . Estima-se que 400 pessoas estavam a bordo. Duzentas foram resgatadas e até agora 17 corpos foram recuperados.

Gina Marques, correspondente da RFI Brasil em Roma

Este naufrágio está provocando forte polêmica entre o governo italiano e a Europa. O primeiro-ministro italiano, Mateo Renzi , disse que a União Europeia não pode salvar só os Estados e os bancos e deixar morrer as mães e as crianças.

Considerem, porém, que os políticos estão em campanha para as eleições de 25 de maio para o Parlamento Europeu. Portanto, existe também uma disputa pela atenção dos eleitores. A Itália não quer resolver o problema sozinha e reivindica ajuda da União Europeia.

Este é o segundo acidente em dois dias. No domingo, 40 pessoas morreram e 51 foram resgatadas quando um barco afundou perto do litoral líbio. E em outubro do ano passado, cerca de 400 pessoas morreram nos naufrágios de duas embarcações que partiram do norte da África para a Itália. A partir desta tragédia de outubro foi instituída uma operação militar chamada "Mare Nostrum" para enfrentar a emergência humanitária e tentar controlar o fluxo de imigrantes, mas provavelmente estes esforços não são suficientes.

"Mare Nostrum"

Apesar de a operação "Mare Nostrum" contar com 920 militares, navios e aviões para patrulhar esta faixa do Mar Mediterrâneo entre o norte da África e o sul da Itália, o numero de embarcações que partem, principalmente da Líbia, continua aumentando.

Os barcos líbios dos traficantes de seres humanos atravessam o mar em péssimas condições, com constante risco de afundar. Segundo o diretor-central da polícia de fronteira italiana, Giovanni Pinto, cerca de 800 mil pessoas estão prontas para partir da África em direção a Itália.

Em 2014, já desembarcaram 25 mil imigrantes, mais da metade comparado ao ano passado, quando chegaram 43 mil imigrantes. No entanto, o custo desta operação é alto, estima-se que €9,5 milhões de euros por mês, só de patrulhamento. O valor aumenta considerando as despesas com os voos para repatriar diversos imigrantes para o Egito, Tunísia e Nigéria, além dos voos de transferência para os centros que acolhem imigrantes dentro da Itália.

A agência europeia Frontex, que cuida da gestão da cooperação operacional das fronteiras externas da Europa, disponibilizou cerca de €7 milhões para a Itália entre maio e setembro; mas, segundo as autoridades italiana,s não é suficiente.

Destino dos imigrantes resgatados

Depois dos primeiros socorros, os imigrantes são transferidos para centros, onde é feita a verificação da sua nacionalidade. Muitos chegam sem documentos, portanto é preciso identificar cada uma destas pessoas para acertar se tem ou não direito de ser considerado refugiado. O documento de refugiado é muito difícil de se obter na Itália, pois não existe uma clara legislação sobre o asilo.

Muitos são considerados refugiados econômicos sem direito de permanecer no país e são repatriados. Estes centros para imigrantes estão lotados e mais parecem prisões, pois os clandestinos não podem sair dali pois poderiam fugir.

Em 2008, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi assinou um acordo com o então ditador líbio Muammar Kadafi. O documento estabelecia uma consistente ajuda financeira italiana e determinava que a Itália poderia devolver  imigrantes à Líbia. Considerando o fracasso do acordo, agora alguns políticos falam na hipótese de facilitar os vistos nos consulados europeus na África para evitar mais mortos.


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