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Apesar de Fukushima, Europa mantém opção pela energia nuclear

Apesar de Fukushima, Europa mantém opção pela energia nuclear
 
Maria, o único reator nuclear da Polônia, na cidade de Otwock, perto de Varsóvia. (foto de 2007) wikipédia

O medo dos riscos da energia nuclear e a mobilização contra esta fonte energética estão ficando no passado, quase três anos depois do acidente na central de Fukushima. A Polônia, um dos países mais poluidores da Europa graças a uma matriz centrada no carvão, vai construir duas usinas nucleares até 2030. Na França, a promessa de reduzir a dependência da energia nuclear começa a se dissipar.

O governo da Polônia alega que a construção de novas usinas vai ajudar o país a cumprir a meta de redução de emissões de gases de estufa. Os poloneses se comprometerem a diminuir 14% das emissões até 2020, um objetivo complexo a cumprir quando 94% da energia consumida vêm do carvão.

A notícia desanimou os ecologistas. Eles vêem a batalha pelas energias renováveis ser perdida pelas que apresentam melhores desempenhos para atender à demanda. Charlotte Mijeon, porta-voz da organização Sair do Nuclear, acha que os poloneses cometem um grave erro e subestimam os riscos. Para ela, a alternativa seria gerenciar melhor o uso da energia existente.

“Tem muito desperdício. Faz anos que os especialistas internacionais dizem isso. As energias renováveis não precisam substituir a produção desperdiçada do carvão polonês”, alega Mijeon. “O que eles poderiam ter feito é, desde agora, elaborar um programa ambicioso para eficiência energética. A opção pela energia nuclear e o gás de xisto é uma escolha energética catastrófica.”

Para defensor, energia nuclear é menos poluente

Bruno Comby é um dos raros ecologistas que defendem a energia nuclear. Ele lembra que os acidentes nucleares são raros - foram três nos últimos 50 anos. O presidente da associação francesa Ecologia Pró-Nuclear observa que um grama de urânio produz o equivalente a uma tonelada de petróleo, e essa proporção se reflete na poluição gerada.

“A cicatriz causada no planeta é um milhão de vezes menor. É quase insignificante. Depois tem a questão dos detritos, que são menores na mesma proporção ou até menos, porque o lixo nuclear é sólido e o lixo da combustão do carvão e do petróleo são gases, que geram um impacto ambiental muito mais forte”, afirma Comby. “Não se pode tentar melhorar as coisas sob o ponto de vista climático e recusar a opção nuclear.”

A escolha polonesa não acontece apenas para diversificar a matriz energética: o país também tem uma forte dependência do gás russo, e a energia nuclear poderá atenuar este cenário, como destaca Cécile Maisonneuve, diretora do Centro de Energia do Instituto Francês de Relações Internacionais e Estratégicas.

“A Polônia faz isso em uma perspectiva de segurança energética. Este é o fator número 1 para a Polônia nas suas decisões. Sobre este aspecto, tem uma grande diferença entre os países da Europa ocidental, que se preocupam sobretudo sobre as questões ambientais e econômicas, e os países da Europa central e oriental, para quem a questão da dependência energética, uma herança histórica da Rússia, é um assunto de primeira grandeza”, explica a pesquisadora.

Europa debate, mas não muda

Meses depois da catástrofe em Fukushima, a Alemanha anunciou que vai acabar progressivamente com a energia nuclear, uma decisão que aumentou a pressão sobre os vizinhos europeus. Na França, o presidente François Hollande prometeu fechar a usina mais antiga do país, a Fessenheim, e passar a dependência da energia nuclear dos atuais 75% para 50% em 2020.

Este compromisso, entretanto, não será cumprido através do fechamento das usinas no país. O projeto de Hollande é compensar o aumento da demanda de energia na França prevista para os próximos anos com mais energias renováveis.

Cécile Maisonneuve observa que, na realidade, a Europa jamais questionou o modelo baseado na energia nuclear. “Houve uma postura da Alemanha que causou uma forte repercussão midiática. Mas tanto nos países da Europa Central e Oriental quanto nos ocidentais, a exemplo da decisão inglesa de relançar o seu programa nuclear, não houve toda essa emoção e essas dúvidas que a Alemanha expressou”, diz. “E a realidade, hoje, é que a energia nuclear é hoje a principal fonte de eletricidade na Europa.”

A França é o país europeu que mais tem reatores nucleares, num total de 58. Os Estados Unidos ocupam a liderança mundial, com 70.
 


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