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UE reage à decisão da Suíça de restringir entrada de imigrantes

UE reage à decisão da Suíça de restringir entrada de imigrantes
 
Cartazes do referendo sobre restrição à imigração realizado na Suíça. REUTERS/Denis Balibouse

A Comissão Europeia suspendeu as negociações de um acordo sobre eletricidade que estava negociando com a Suíça. Esta é a primeira consequência concreta do referendo de domingo no qual os suíços decidiram limitar a entrada e residência de imigrantes no país.

A Europa começou a reagir ao resultado do referendo que restringiu o mercado de trabalho suíço aos trabalhadores estrangeiros. Além da suspensão de negociações do setor energético, vários governos do bloco europeu também disseram que o acesso dos produtos suíços ao mercado comum interno poderá ser afetado. Decepcionados, políticos do Partido Socialista Suíço afirmaram que agora começa um período de incerteza para a economia do país.

A Suíça não faz parte do bloco europeu, mas tem uma relação muito estreita por meio de uma série de acordos bilaterais que garantem, para os dois lados, a livre circulação de pessoas, mercadorias, capitais e serviços.

Daqui para frente, a restrição à imigração aprovada pela Suíça pode criar uma disputa diplomática com o bloco europeu, seu maior parceiro comercial, que promete rever as relações com o governo suíço.

Negociação de cotas

Com a decisão suíça, o governo terá que negociar com a União Europeia a cota de imigrantes que deverá entrar em vigor daqui a três anos. Essas mudanças vão depender de como será a negociação com o governo suíço.

A Suíça tem uma população de 8 milhões de pessoas. Pouco mais de dois milhões são estrangeiros, sendo que a metade é proveniente de países da União Europeia, principalmente da Alemanha, Itália e Portugal. Vale lembrar que a Suíça se beneficiou bastante desta imigração de mão de obra qualificada da UE.

Extrema direita

O resultado deste referendo foi festejado por toda a extrema direita na Europa e, certamente, reacendeu o debate sobre o controle da imigração. O líder do partido populista e xenófobo holandês, Geert Wilders, inclusive declarou que “o que os suíços podem fazer, nós também podemos.”

A iniciativa de realizar o referendo na Suíça foi do Partido do Povo, o SVP, uma coligação da direita nacionalista e populista. O partido alegou que a chegada dos imigrantes na Suíça aumentou a concorrência por empregos, foi responsável pela disparada nos preços dos aluguéis e imóveis, além de superlotar os transportes públicos locais.

No entanto, segundo uma recente pesquisa do governo suíço, a imigração não fez o desemprego crescer e o acordo de livre circulação com a UE contribuiu para o crescimento da economia e empregos no país. Durante a campanha para o referendo o “não” tinha uma pequena vantagem, mas o resultado final deu vitória apertada ao “sim” às cotas para imigrantes, que venceu com o apoio de 50,3% dos eleitores nos 26 cantões suíços. A taxa de participação no referendo foi bastante alta: 56,6% dos suíços compareceram para votar.

Com a aprovação do referendo, o governo suíço tem agora três anos para transpor a decisão para a legislação nacional.

Ouça a análise completa da correspondente da RFI em Bruxelas Letícia Fonseca.


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