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Austrália autoriza matança de tubarões brancos perto das praias

Austrália autoriza matança de tubarões brancos perto das praias
 
Os grandes tubarões brancos são uma espécie protegida na Austrália. REUTERS/Morris Mac Matzen

O governo do estado da Austrália Ocidental aprovou, nesta semana, um plano preventivo que permitirá o rastreamento e a matança de espécies de tubarão que estão em extinção. O projeto enfurece os ecologistas e defensores do meio ambiente, mas o governo alega que a segurança dos banhistas deve vir em primeiro lugar. A correspondente da RFI na Austrália, Luciana Fraguas, traz mais informações sobre as razões da implementação do plano.

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A jornalista Luciana Fraguas observa que o governo vinha sofrendo pressão para proteger os banhistas, após uma série de ataques de tubarão nos últimos anos. “O premiê do estado da Austrália Ocidental, Colin Barnett, declarou que a nova política de abate coloca a segurança e as vidas dos banhistas acima das vidas dos tubarões que, nas palavras dele a uma rádio local, ‘é apenas um peixe’”, diz a correspondente.

O projeto também marca uma mudança radical na política atual que permite matar um tubarão apenas se o animal atacou alguém.

O premiê anunciou a nova medida como parte de um pacote para estratégias de abate preventivo de cerca de 4.45 milhões de euros (13,3 milhões de reais). Assim, a partir de agora, anzóis com iscas e ganchos feitos especificamente para a captura de tubarões grandes poderão ser colocados a um quilômetro da costa nas praias mais movimentadas da Austrália Ocidental, a partir desta quarta-feira (22) até 30 de abril.

Ao autorizar o abate neste estado, o Ministro do Meio Ambiente, Greg Hunt, afirmou que não acredita em mudança ambiental e reconheceu que tem recebido muitas críticas na Austrália. Hunt reiterou que as pessoas devem ser responsáveis pela própria segurança enquanto estão nadando, surfando ou velejando em mar, mas há evidências de que o número de ataques está crescendo na costa oeste.

Segundo o ministro, a medida será usada por um determinado período em praias de alta frequentação e onde há alto risco de ataques.

Houve seis ataques fatais de tubarões nos últimos dois anos. Um no ano passado e cinco no ano anterior. A população pressionou o governo que agora apresentou essas medidas que incluem a contratação de uma empresa para rastrear, capturar e matar os tubarões; além de jet skis para as equipes salva vidas e um programa GPS de rastreamento.

Espécie protegida

Os grandes tubarões brancos são uma espécie protegida na Austrália, mas a nova medida, é uma exceção à regra: o governo federal isentou o estado da Austrália Ocidental e vai permitir que o departamento de pesca do estado mate qualquer tubarão que apresente uma ameaça.

Tubarões brancos são comuns nas águas australianas, mas apesar dos ataques dos últimos dois anos, nos últimos cinquenta anos a média foi um ataque fatal por ano.

Ecologistas protestam

Os ecologistas e grupos de proteção ao meio ambiente estão furiosos com a decisão do governo. O Conselho de Conservação da Austrália disse que o abate preventivo é ineficiente e classificou a medida como “uma resposta apavorada” à pressão pública por mais segurança nas praias. O órgão alega que o projeto prejudicará o meio ambiente sem garantir a proteção dos banhistas.

Já a organização Humane Society qualifica a medida como uma “desgraça total”. Segundo a organização, a isenção a lei federal concedida apenas ao estado da Austrália Ocidental demonstra o fracasso de um governo em proteger as espécies mais raras e em responder às suas obrigações internacionais. Assim como o Conselho de Conservação da Austrália, a Humane Society acredita que a medida não vai reduzir o risco das pessoas que frequentam as praias da região.

Ataques frequentes de tubarão

A costa oeste da Austrália é realmente suscetível a ataques de tubarão. “Cientistas marinhos locais descrevem a região como uma das mais perigosas do mundo onde ocorrem mais ataques destes animais”, lembra a correspondente.

Um sistema de rastreamento e identificação de tubarões já está em funcionamento para tentar reverter os eventuais ataques. Em média, há cerca de 15 casos por ano, mas apenas um deles é fatal. Especialistas alegam que os ataques aumentaram com o crescimento da população e com a popularidade de esportes aquáticos.

A decisão do governo australiano foi desencadeada pelo ataque a um surfista na Lefthanders Beach no ano passado. O governo colocou iscas de atum para tentar capturar o predador, nesta que foi a primeira vez que as autoridades usaram a isenção à lei de proteção ambiental da Austrália para caçar o animal em nome do interesse público. O tubarão, no entanto, jamais foi capturado.

 


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