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Debate ético ameaça lugar do foie gras no menu de Natal francês

Debate ético ameaça lugar do foie gras no menu de Natal francês
 
O tradicional foie gras de Natal. Wikimedia Commons

Iguaria tradicional do menu de Natal francês, o foie gras, servido fresco, cozido, em patê ou terrine, é consumido sobretudo durante as duas últimas semanas do ano. A produção francesa da uxuosa especialidade gastronômica é relativamente estável nos últimos anos. Hoje, a França conserva o posto de maior produtor do mundo e é responsável pela elaboração de cerca de 20 mil toneladas de foie gras, o equivalente a mais de 70% da produção mundial.

No entanto, nesse mês, uma pesquisa encomendada pela associação de proteção aos animais L214 e publicada na imprensa local mostrou que 1/3 dos franceses se recusa a comprar foie gras por questões éticas, ligadas ao sofrimento do animal.

Para a produção da estrela do Natal, se utiliza o gavage ou a alimentação forçada, que permite a rápida engorda do animal e o aumento de até 10x o tamanho de seu fígado. A fim de reconquistar os franceses pouco a vontade com a técnica tradicional de produção do foie gras, um número crescente de produtores vem buscando alternativas o modelo industrial. Para Alexandre Leon, membro da Associação de Produtores de Foie Gras do Périgord, no sudoeste francês, os métodos, como a alimentação natural, são apenas uma saída para garantir uma boa imagem.

Na busca por produtores do que vem sendo chamado de "foie gras ético" nos encontramos Eduardo Sousa, defensor da alimentação natural. Em entrevista à RFI, ele conta como funciona sua granja de mil gansos, que vivem soltos em 500 hectares de terra na região espanhola de Extremadura, no sul do país. O produto final artesanal, no entanto, sai caro no bolso do consumidor e chega a 500 euros o quilo.


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