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Geral

Morre Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul

media Nelson Mandela apresentava um estado de saúde considera crítico há mais de cinco meses. REUTERS/Thomas White

Nelson Mandela morreu na noite dessa quinta-feira, 5 de dezembro, em Johanesburgo, na África do Sul. A notícia foi dada pelo atual presidente do país, Jacob Zuma, em um pronunciamento ao vivo na rede pública de televisão. Símbolo da luta contra o apartheid, o ex-chefe de Estado e prêmio Nobel da Paz tinha 95 anos de idade.

Nelson Mandela morreu em sua casa em Johanesburgo, onde estava desde que deixou o hospital, após ter ficado internado entre junho a setembro desse ano devido a uma infecção pulmonar. “A nação perdeu seu filho mais ilustre”, declarou Jacob Zuma em um pronunciamento na televisão pública do país.

Herói da luta contra o regime racista do apartheid, Mandela passou 27 anos de sua vida na prisão. Libertado em 1990, o mais célebre prisioneiro político do mundo foi prêmio Nobel da Paz em 1993 antes de se tornar, entre 1994 e 1998, o primeiro presidente negro democraticamente eleito da África do Sul. Logo após seu mandato ele passou a se dedicar a causas como a proteção da infância e a luta contra a Aids. 

Primeiras reações

O primeiro-ministro britânico David Cameron foi um dos primeiros a reagir à morte de Mandela. “Uma grande luz se apagou”, declarou o representante de Londres. Os presidentes dos Estados Unidos, da França e do Brasil também se exprimiram após o anúnciao. O norte-americano Barack Obama disse que “o mundo perdeu um de seus seres humanos mais influentes, mais corajosos e mais sinceramente bons”, enquanto o francês François Hollande homenageou “um resistente excepcional e um combatente magnífico”. A brasileira Dilma Rousseff declarou que “o exemplo deste grande líder guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo". 

O secretário-geral da ONU Ban Ki Moon disse que todos deveriam se “inspirar de sua sabedoria, sua determinação e seus engajamento para tentar tornar o mundo melhor”. Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, declarou que “Mandela mudou o curso da história de seu povo, de seu país, do continente e do mundo”. O arcebispo Desmond Tutu, que, assim com Madiba, foi Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid, resumiu a importância do compatriota como alguém que “nos ensinou como viver juntos”.

As bandeiras serão hasteadas a meio mastro na África do Sul até o funeral, que terá honras de Estado. A data do enterro ainda não foi divulgada.
 

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