Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 20/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 20/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Inaugurado em Estocolmo primeiro asilo gay da Suécia

Inaugurado em Estocolmo primeiro asilo gay da Suécia
 
Este é o projeto do primeiro asilo para homossexuais aberto em Estocolmo, com 27 apartamentos. Facebook-Jeanne Magazine

Na Suécia, acaba de ser inaugurado o primeiro asilo de idosos do país para aposentados gays, lésbicas, transsexuais e bissexuais. Cerca de quarenta aposentados da comunidade gay já se mudaram para o novo asilo, que foi batizado de Arco-Íris e está situado em um bairro central da capital sueca, Estocolmo, como conta a correspondente Claudia Wallin.

A proposta foi criar um espaço onde os idosos da comunidade gay possam conviver com pessoas que compartilham os mesmos interesses e valores, e onde elas não precisam ter medo de sofrer preconceito pela sua condição sexual. Esse asilo foi fundado por uma cooperativa de integrantes da comunidade gay, que gerencia o abrigo e aluga então os apartamentos para aposentados.

Um dos fundadores do abrigo, Christer Fällman, disse que o aspecto central dessa iniciativa sueca foi criar não um asilo de luxo para aposentados gays ricos, e sim um ambiente confortável pelo qual qualquer aposentado possa ter condições de pagar. O preço básico pelo aluguel de um apartamento no asilo gay é de seis mil coroas suecas por mês, o que equivale a pouco mais de dois mil reais. Segundo o diretor do asilo, qualquer sueco que receba a aposentadoria pública do Estado pode pagar por um apartamento ali.

Bispa lésbica

A inauguração não provocou controvérsias e teve inclusive a presença da bispa de Estocolmo, Eva Brunne, que é assumidamente lésbica e casada legalmente com a sua parceira, com quem ela tem um filho. O diretor do asilo revelou que a rainha Sílvia da Suécia não pôde participar da cerimônia porque estava em viagem no Brasil. Mas a rainha – que é filha de mãe brasileira - enviou uma representante à inauguração, e presenteou o asilo com um vaso de flores da Corte Real sueca.

Os fundadores do asilo gay também fazem questão de deixar claro que não se trata de uma ”volta ao armário”. Segundo eles, o asilo não é uma comunidade fechada, e aposentados heterossexuais também são bem-vindos. O abrigo dispõe inclusive de apartamentos que podem ser usados como hospedagem para turistas em visita a Estocolmo, e que estão abertos a qualquer pessoa. O restaurante do asilo também vai ser aberto ao público em geral.

Testemunho

A correspondente na Suécia conversou com alguns aposentados, que usaram a mesma expressão para descrever a mudança deles para o asilo gay: ”a sensação de ter finalmente chegado em casa”. Um desses primeiros ocupantes do asilo, Lars Mononen, mudou-se da cidade sueca de Gotemburgo para o asilo, na capital Estocolmo. Ele contou que tem 64 anos, e que, como a maioria das pessoas da comunidade gay, não tem filhos. Ao se aposentar, ele perdeu parte da sua rede de contatos sociais, e passou a se sentir solitário.

Mas no asilo da comunidade gay, Lars disse que tem a oportunidade de conviver com pessoas que têm valores e experiências de vida semelhantes. Lars disse que mesmo na Suécia, que é um país extremamente liberal, um aposentado gay ainda pode ser tratado, em um asilo de idosos tradicional, como uma pessoa diferente – isso porque, segundo ele, alguns profissionais da área não são suficientemente educados na questão da necessidade do respeito à comunidade gay. Por isso, ele diz que se sente mais confortável no asilo Arco-Íris: segundo ele, viver no asilo é como pertencer a uma grande família, onde ele tem a possibilidade de interagir com pessoas que têm os mesmos interesses e também dividir as experiências acumuladas ao longo da vida.

As instalações

O asilo tem 27 apartamentos, que variam entre 44 e 70 metros quadrados. São apartamentos de um, dois ou três quartos. A cozinha é comunitária e no terraço existe um salão para atividades, eventos e festas. No andar térrero do edifício funcionam ainda um centro médico e um salão de cabeleireiro, além de um restaurante. A ideia dos organizadores é promover uma série de atividades para os aposentados, como pequenas viagens e participação em diferentes eventos, incluindo a Parada Gay de Estocolmo. O aluguel dos apartamentos varia entre o equivalente a dois mil e 3,5 mil reais por mês. O diretor do abrigo, Christer Fällman, conta que membros mais jovens da comunidade gay já estão entrando na fila para garantir uma vaga no asilo no futuro.

 


Sobre o mesmo assunto

  • Homossexualidade/Discriminação

    Gays boicotam marca italiana de pasta após declarações homofóbicas

    Saiba mais

  • Reportagem

    Beijo gay em público é ato militante e não dá cadeia na França

    Saiba mais

  • França/Casamento Gay

    Após legalização, apenas 600 casamentos gays foram celebrados na França

    Saiba mais

  • Imprensa francesa

    França quer promover igualdade de sexos a partir da escola

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.