Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Chilenos vão às urnas em busca de mudanças no modelo neoliberal

Chilenos vão às urnas em busca de mudanças no modelo neoliberal
 
As candidatas Michelle Bachelet (à esquerda) e Evelyne Matthei. ©Reuters.

Os eleitores chilenos vão às urnas neste domingo para decidir se mantêm o modelo neoliberal, herdado do ditador Augusto Pinochet, ou se começam uma fase de reformas, principalmente na Constituição e no setor da educação. Oito dos nove candidatos a presidente propõem uma série de reformas.

Ouçam a análise completa do correspondente Marcio Resende, enviado especial a Santiago (clique acima à esquerda).

A ex-presidente de centro-esquerda Michelle Bachelet vai ganhar as eleições, segundo todas as pesquisas. As duas únicas dúvidas no país são se Bachelet vence logo no primeiro turno neste domingo e se vai realmente conseguir aplicar as reformas que promete.

O Chile é hoje o país mais neoliberal da América Latina, à direita da Europa e à direita dos Estados Unidos. Há 40 anos, o ditador Augusto Pinochet derrubava o governo do socialista Salvador Allende e aplicava um modelo de livre mercado. Pinochet privatizou escolas e universidades, a previdência social, o sistema de saúde e são essas questões que estão em jogo nesta eleição.

A última pesquisa eleitoral, realizada duas semanas atrás, apontava Bachelet com 47% das intenções de voto, enquanto sua principal adversária, a pinochetista de direita Evelyn Matthei, tinha apenas 14%. Matthei foi ministra do Trabalho do atual presidente Sebastian Piñera.

Esta é a primeira eleição presidencial em que o voto não é mais obrigatório, o que provoca um certo suspense em relação à participação dos chilenos.

Ambas as candidatas são filhas de generais da Força Aérea e foram amigas de infância devido à amizade em comum dos seus pais. O pai de Michelle, Alberto Bachelet, defensor do governo de Salvador Allende, morreu como consequência das torturas que sofreu na Academia de Guerra, onde o pai de Evelyn, Fernando Matthei, era diretor, pouco antes de integrar a Junta Militar do ex-ditador.

Reformas

Michelle Bachelet promete realizar pelo menos quatro reformas, se eleita: tornar 70% da educação gratuita em quatro anos e 100% gratuita em seis anos. O sistema educacional chileno, privado e caro, é considerado um dos mais segregadores do mundo, um motor de desigualdade social. Para isso, será necessária uma reforma tributária que financie esse novo gasto do Estado.

A outra reforma é no sistema de pensões. A previdência no Chile é privada.

A quarta reforma é de ordem constitucional. A Constituição chilena é de 1980 e foi imposta por Pinochet. É uma Constituição sem legitimidade e criada para assegurar que o modelo neoliberal e autoritário se perpetue. A ideia é mudar o sistema de representatividade política para quebrar o monopólio da direita no poder e permitir que partidos pequenos e minorias tenham representação.


Sobre o mesmo assunto

  • Chile/Eleições

    Bachelet é a favorita para presidenciais de domingo no Chile

    Saiba mais

  • Reportagem

    40 anos após golpe militar, herança de Pinochet ainda pesa sobre o Chile

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.