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Geral

Libertação de 4 reféns franceses no norte da África é "fim de um inferno"

media Libertação de reféns franceses raptados há mais de 3 anos em Niger domina as manchetes francesas desta quarta-feira, 30 de outubro de 2013. REUTERS/Jacky Naegelen

A libertação de 4 franceses sequestrados no Níger divide as manchetes dos jornais desta quarta-feira com o recuo do governo na cobrança de um imposto para transporte rodoviário que gerou muitos protestos violentos.

Alívio, escreveu Libération em sua manchete ao informar a libertação de 4 cidadão franceses que ficaram mais de mil dias sequestrados pela AQMI, o braço da rede Al Qaeda no norte da África. Foram mais de três anos de calvário, afirma o jornal ao lembrar o período em que o grupo foi sequestrado em Arlit, no interior do Níger onde a França explora reservas de urânio desde os anos 60. O jornal lembra que na época do sequestro, o presidente Nicolas Sarkozy ficou profundamente irritado com o caso.

Coube ao socialista François Hollande anunciar a boa notícia. Em seu discurso, o socialista agradeceu o empenho do presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, o que segundo o Libération, revela a importância da sua atuação do chefe de estado na libertação dos 4 homens. Eles estão em boas condições de saúde e serão trazidos à França por um avião do governo. Os detalhes da operação serão conhecidos mais tarde, escreve o jornal.

Livres, exclama o jornal Aujourd'hui en France ao lado das fotos dos 4 ex-reféns. O jornal informa que os 4 homens detidos desde setembro de 2010 na região do Sahel, estarão de volta à França nesta quarta-feira após o "fim de um inferno". A intervenção do governo nigerino foi crucial para tornar a libertação possível, resume o Aujourd'hui en France. Longe dos holofotes da mídia, dois homens foram fundamentais para o fim do sequestro, escreve o Aujourd"hui en France. Um deles é um ex-rebelde tourareg e antigo ministro do Meio Ambiente do Níger, orientado pelo presidente do país a negociar com os sequestradores. Outra figura importante no desfecho do caso foi o ex-diretor dos serviços de informações militares da França, profundo conhecedor da região. O jornal lembra ainda que depois de um período difícil, devido a intervenção francesa no Mali, os contatos foram retomados e levaram à libertação do grupo.

Impostos

Ecotaxe: imposto maldito. Com essa manchete o diário econômico Les Echos resume a dor de cabeça que se transformou esse imposto para o governo. A decisão do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault de suspender a aplicação da "ecotaxe" pelos caminhões pesados circulando pelas rodovias, se soma à uma lista de medidas que o executivo francês teve de renunciar nas últimas semanas devido ao descontentamento crescente dos franceses com o aumento de impostos, escreve o jornal.

Les Echos lembra que a criação desse imposto foi laboriosa e decidida cinco anos atrás pelos deputados que votaram por unanimidade durante uma Conferência nacional sobre preservação do meio ambiente. Seria injusto responsabilizar o atual governo pela cobrança desse imposto, pondera o Les Echos.

O poder está paralisado. Assim o Le Figaro resume o clima no governo após a decisão de suspender o imposto "ecotaxe", dias depois de ter renunciado à cobrança de um outro tributo sobre produtos financeiros. O presidente Hollande e primeiro-ministro Ayrault estão asfixiados pelo aumento do descontentamento com o governo, escreve o jornal conservador.

Em editorial, Le Figaro afirma que a obsessão de Hollande e sua política tributária de aumento de impostos chegou ao limite e com essa via fechada, restará ao governo uma opção: cortes drásticos em suas despesas.
 

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