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Governo saudita restringe fiéis em Meca para evitar epidemia do coronavírus

Governo saudita restringe  fiéis em Meca para evitar epidemia do coronavírus
 
Mais de 10 milhões de muçulmanos foram a Meca neste ano participar da peregrinação REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

A grande peregrinação a Meca, na Árabia Saudita, está chegando ao fim. Uma das maiores manifestações religiosas do mundo recebeu este ano apenas 2 milhões de pessoas, ou seja, quase 40% a menos que no passado. O governo saudita decidiu restringir a entrada dos peregrinos porque temia uma epidemia do coronavirus que já matou 51 pessoas, na Arabia Saudita.

A  restrição de diminuir o número de visitantes estrangeiros em 20% e no caso de cidadãos sauditas em 50% tem surtido efeito. As autoridades sauditas não divulgaram nenhum dado sobre pessoas passando mal ou que deram entrada em hospitais da região com sintomas do coronavírus.

Segundo dados do governo saudita, durante a peregrinação a Meca deste ano a cidade recebeu 1,4 milhão de peregrinos estrangeiros, de 188 países diferentes. A maioria são homens, 55%.

A medida, de restringir o número de pessoas, também agrada os peregrinos que estão em Meca, que com isso podem se locomover mais facilmente entre as cidades sagradas, Meca e Mina.

Vale lembrar que em 2004 devido à aglomeração de fiéis 251 pessoas morreram pisoteadas durante o ritual da lapidação do demônio. Este ano não houve nenhum acidente grave.

Apesar da redução no número de peregrinos este ano, a cidade sagrada de Meca nunca recebeu tanta gente como atualmente. Em 2012 foram 8 milhões de pessoas. Nos anos 40 os peregrinos não passavam de 20 mil.

Karina Hermesindo, correspondente nos Emirados Árabes Unidos, traz outros detalhes sobre as medidas para prevenir contaminações do coronavírus.

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