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Geral

Em greve de fome, artista do Pussy Riot denuncia regime escravo na prisão

media A Pussy Riot, Nadejda Tolokonnikova, que iniciou uma greve de fome neste 23 de setembro de 2013. Reuters/Maxim Shemetov

Nadejda Tolokonnikova, uma das integrantes do grupo russo Pussy Riot que está presa em um campo de trabalhos forçados, começou nesta segunda-feira uma greve de fome. Ela alega estar sendo ameaçada de morte depois de ter denunciado as condições de vida no local, semelhantes ao regime da escravidão.  

Em uma carta divulgada à imprensa por seu advogado, a jovem Nadejda Tolokonnikova, de 23 anos, faz um relato dramático sobre as condições no campo de trabalho para mulheres n° 14, na Mordóvia, a 600 km a leste de Moscou. Ali ela cumpre uma pena de dois anos, com outras duas integrantes da banda, depois de ter realizado uma "oração punk" contra o presidente Vladimir Putin, entoada na catedral de Moscou.

Nadejda também endereçou uma carta à justiça, ao diretor dos serviços penitenciários russos e ao delegado dos Direitos Humanos no país, Vladimir Loukine. No documento, ela acusa o diretor adjunto do campo, Iouri Kouprionov, de tê-la ameaçado de morte por ter reclamado das condições de detenção e de trabalho.

Escravidão

As detentas são humilhadas o tempo todo e tratadas como escravas, diz a artista, revelando que são obrigadas a trabalhar de 16 a 17 horas por dia sem poder dormir; além disso, as condiçõesde higiene são mínimas, ela denuncia. A função de seu grupo é costurar uniformes policiais.  Elas começam às 7h30 da manhã e terminam à 0:30 do dia seguinte, com quatro horas de sono por noite e um dia de descando a cada 45 dias.

Qualquer tipo de indisciplina recebe punição coletiva, com o objetivo de jogar as prisioneiras umas contra as outras. Os castigos variam: proibição de se lavar, de ir ao banheiro, de comer e de beber. Segundo a Pussy Riot, uma das presas, em estado de hipotermia, teve uma perna e dois dedos amputados depois de ter sido obrigada a ficar várias horas do lado de fora da cadeia, por punição, durante o rígido inverno russo.

"Neste 23 de setembro eu me declaro em greve de fome. É um método extremo, mas estou convicta de que é a única saída para mim nesta situação", diz Nadejda Tolokonnikova, que cantava no grupo punk, estudava filosofia em Moscou e é mãe de uma menina de cinco anos.

 

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