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Morte de Mandela encerra era dos grandes líderes

Morte de Mandela encerra era dos grandes líderes
 
O poder para o povo se condensa na imagem de Mandela com o rosto iluminado por um sorriso e o punho cerrado em luta

Só o distanciamento histórico será capaz de explicar a dimensão do homem que acaba de nos deixar. De que adianta contar os detalhes de seus últimos dias? Dizer que o mundo parou para acompanhar a agonia de Nelson Mandela, que o presidente sul-africano Jacob Zuma cancelou compromissos para ficar ao seu lado nos últimos respiros amparados por aparelhos, que a primeira visita oficial de Barack Obama à África de seus ancestrais foi marcada pelo adeus de seu líder mais carismático? De que adianta mesmo dizer que a infecção pulmonar que levou Nelson Mandela foi muito provavelmente consequência das mazelas de seus vinte e sete anos de prisão? Isso tudo são detalhes.

Essa é uma das lições do famoso discurso em que Mandela celebrou as eleições de abril 1994, que o levaram à presidência, consagraram a volta do Congresso Nacional Africano ao cenário político do país e, mais importante que tudo isso, enterraram com o apartheid. É a lição de que um líder não é um indivíduo, mas a personificação dos anseios coletivos.

Mandela, que passou quase três décadas atrás das grades, sem ceder ao regime racista, sem entregar companheiros e sem abrir mão de seus ideais, elogia a paciência do povo que enfrentou longas filas para votar. É a lição da humildade que faz os grandes homens.

O poder para o povo, que Malcolm X exigiu, que os Panteras Negras transformaram em bandeira, que Mano Brown, Curtis Mayfield, Dylan e Lennon cantaram... O poder para o povo se condensa na imagem de Mandela com o rosto iluminado por um sorriso e o punho cerrado em luta.

Agora que Mandela se foi, termina a era dos grandes líderes libertários, como Malcolm X, Martin Luther King, Kwame Nkrumah, Mahatma Ghandi, Stokely Carmichael, Angela Davis etc. Na partida, Mandela passa o bastão diretamente para o povo, para uma nova etapa histórica, em que "as massas terão de se libertar por conta própria". É o que pensa David Hinds, vocalista da banda inglesa Steel Pulse.

Ouça a reportagem completa, com os depoimentos dele, da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e de Frederik de Klerk, último presidente da África do Sul sob o regime do apartheid. Na trilha sonora, Ladysmith Black Mambazo ("Nkosi Sikelel iAfrika"), Steel Pulse ("Free The Land") e Djavan ("So Bashyia Ba Hlala Ekhaya").


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